quarta-feira, 7 de abril de 2010

Os nomes de Deus

Em Gênesis, ele aparece como ELOHIM que significa alguém forte ou criador.
Jacó o chamou de Jeová-Raah, um afetuoso pastor.
Abraão tinha um nome diferente para Deus: Jeová –Jiré, o Senhor que provê.
Gideão foi escolhido por Deus para liderar seu povo na vitória contra os medianitas. Foi como se Deus mandasse um adolescente tomar conta de um grupo de traficantes. Gideão resistiu. Mas Deus lhe deu paz. E em troca Gideão o chamou de Jeová-Shalom, o Senhor é a paz.
Moisés o chamou de Jeová-Rafá, Eu sou o Senhor que te sara (Ex. 15:26)
Leia mais dois capítulos no livro de Genesis e você verá Moisés o chamando de Jeová-Nissi, o Senhor é a minha Bandeira (Ex.: 17:8-16).
Estes são apenas alguns dos nomes de Deus que descrevem seu caráter.  
Como afirmou Max Lucado:

Quando você está confuso quanto ao futuro, vá para seu Jeová-Raá, seu afetuoso pastor. Quando estiver ansioso por provisões, fale co Jeová-Jiré, o Senhor que provê. Seus desafios são grandes demais? Busque ajuda com Jeová-Shalom, o Senhor é a paz. Seu corpo está doente? Suas emoções enfermaram? Jeová-Rafá, o Senhor que te cura, o examinará imediatamente.


domingo, 28 de março de 2010

A importância de um nome

Talvez você esteja admirado de como um estudo sobre os nomes de Deus pode ajudar a entendê-Lo. Deixe me explicar:
Imagine que tivéssemos uma conversa em 1993 e você me perguntasse:" Quem é Melissa?". Eu lhe responderia : "ela é a neta da amiga da minha avó".
Se você fizesse a mesma pergunta dois anos depois e eu lhe diria : "ela é uma colega que está se recuperando de um acidente".
Estamos agora em 1998, faça mais uma pergunta, e eu lhe diria que ela é uma grande amiga.
Estamos agora no verão de 2004. Faça mais uma pergunta, e eu lhe direi que ela não sai da minha cabeça. E no fim do verão, eu lhe diria que ela é minha namorada.
Três verões se passam e ela agora é minha noiva.
Agora é julho de 2007.
- Se conheço Melissa Pereira? Não, mais conheço Melissa Jacintho. Ela é minha esposa !

Em 14 anos, meu relacionamento com Melissa tornou-se mais complexo. E com cada mudança veio um novo nome. Ela foi de conhecida à amiga, depois a paquera, a namorada, a noiva e a esposa. Logicamente, a sucessão de nomes continuou. Agora ela é confidente e um dia, mãe dos meus filhos. Quanto mais a conheço, mais nomes lhe dou.
E quanto mais o povo de Deus vem a conhecê-lo, mais nomes lhe dá.

terça-feira, 23 de março de 2010

“...que estás”

...Estás...


Deus está. Não é Deus estava. Não é Deus estará. Não é Deus poderia estar, ou deveria estar, mas Deus está. Ele é o Deus do tempo presente.
Porque será que Jesus nos ensina a começar nossas orações desta forma? O Pai nosso não é um modelo de oração a ser repetido, como já mencionamos. Jesus começa nos ensinando quem Deus é. Quando oramos com essa certeza em nossos corações (Quem Deus é) nossas necessidades e aflições se tornam menores. Pois percebemos, “que aquilo que está acima de nossas cabeças está debaixo dos pés do Senhor”.
Já falamos sobre o pai. Hoje discutiremos sobre seu caráter.
Certa vez, Deus mandou um homem retirar o povo da servidão dos egípcios. Desconfiados, os pobres escravos perguntam ao homem em nome de que deus ele vinha. Eles queriam um nome, uma credencial, um título. Deus então lhes manda um recado: “ Eles querem um nome? Um título? Pois bem, Moisés, diga a eles que o Eu Sou (Estou) lhe enviou.”
“Eu Sou?” – Retrucaram.
“Eu Sou o que sou.” – Bradou Deus.
Em outras palavras: EU SOU tudo aquilo que você precisa.
Saber que estamos orando Àquele que é tudo que nós precisamos nos dá segurança, não é mesmo?
No antigo testamento existem mais de oitenta nomes para Deus. Cada um deles revelam uma pedra diferente do caráter de Deus.

segunda-feira, 22 de março de 2010

“Senhor, ensina-nos a orar”



Certa vez, comprei um livro sobre oração. Era uma espécie de manual, tipo “aprenda a orar em 1 mês”. Os primeiros cinco dias foram empolgantes. No sétimo comecei a desanimar. No décimo quinto dia, já não conseguia me lembrar do primeiro passo.
Depois de algumas frustrantes tentativas comecei a perceber que orar é muito mais que um conjunto de regras. Orar é relacionar-se com Deus.
Da mesma forma que nós temos algumas dúvidas sobre a oração, os discípulo também tiveram. E pediam a Jesus que os ensinassem a orar ( Luc 11.1).
Em Mateus 6. 9-13 e em Lucas 11.1-4 o Senhor nos orienta sobre a oração. Nas próximas semanas, vamos estudar esses versículos.
Mas lembre-se, “orar é relacionar-se com Deus,  nosso objetivo, ao estudar este assunto, não é transformar a prática da oração em uma receita de bolo: “faça isso, acrescente aquilo”.
Se nosso desejo é aprender a orar, devemos fazer como os discípulos: Pedir que Jesus nos ensine!

terça-feira, 16 de março de 2010

Oração





É impossível viver a vida cristã sem orar. A falta de oração, para o cristão, é como a falta de comunicação em um casamento.
            Mas temos que reconhecer que nem sempre oramos como e o quanto gostaríamos. Sonhamos em ser como aqueles aviões 745, grandes e potentes, entretanto, no que se refere a oração, mais parecemos aqueles aviõezinhos pulverizadores de plantações que voam baixo e não são tão potentes.
            Será que podemos melhorar? Será que algum dia poderemos voar mais alto? Cremos que sim. Por isso, nos próximos meses, estaremos estudando sobre esse assunto com o Grupo de Adolescentes da Brava. Vamos postar algumas idéias aqui no blog. Estude conosco! Envie suas idéias e experiências!
Um abraço.
Gil e Mell

segunda-feira, 15 de março de 2010

“Pai nosso...”



Jesus diz que devemos começar nossas orações chamando a Deus de Pai. É como se o Senhor estivesse dizendo aos discípulos: “Em primeiro lugar, você tem que saber com quem está falando, você está falando com seu Pai”
Na época, chamar a Deus desta forma foi revolucionário. Nos dias de Jesus as pessoas levavam o nome de Deus a sério. Se alguém fosse escrever o nome de Deus deveria se purificar e lavar-se antes. Após escrever deveria jogar a pena fora.
A palavra “Abba” que significa Pai e foi usado por Jesus no texto, era utilizada no cotidiano, nas relações domésticas, empregada especialmente por crianças. Entender  este contexto é perceber que Jesus nos autoriza a falar com o Pai celeste de uma forma mais íntima, mais familiar.
            



Roubaram minha bike



É impressionante como a Palavra de Deus é “viva e eficaz”. Ontem na reunião dos adolescentes comentamos sobre a oração que Jesus nos ensinou, sobre as faces do caráter de Deus reveladas através dela, e em especial sobre os nomes de Deus.
Hoje, pela manhã, descobrimos que nossas bicicletas foram roubadas. Nosso fim de semana foi uma soma de pequenos aborrecimentos que nos deixaram chateados e desanimados.
A maioria dos “terremotos” que surgem em nossas vidas não são pontuados pela escala Richter, porém afetam nossa rotina e tiram as coisas do lugar. Em outras palavras, não enfrentamos gigantes como Davi; não atravessamos desertos como Moisés e os israelitas; talvez não sejamos convocados para liderar uma batalha contra um exército inimigo, como Gideão; mas temos nossas bicicletas roubadas, o vestibular, relacionamentos tumultuados com familiares, crises financeiras, desemprego, decepções amorosas, contas para pagar, saúde fragilizada e _________________________(escreva a sua ).
Mas seja qual for a situação o Senhor está conosco. E Ele é tudo o que nós precisamos.
Neste domingo Ele foi Jeová Shalom em nossas vidas, nos dando “a paz que excede todo entendimento”. Foi também Jeová- Raah, e como um afetuoso pastor, nos assegurou que tudo ficaria bem, afinal somos suas ovelhas!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ajuste seu relógio





 Nesta manhã sai no horário habitual de casa, para ir ao trabalho. Ainda estava escuro e havia uma brisa fresca. Notei que não haviam muitos carros na rua, estranho para uma segunda-feira.
Passei em frente a uma escola e percebi que não havia movimentação. “Mal começou o ano e já não tem aula. É por isso que  a educação vai de mal a pior” – pensei.
A panificadora estava fechada também. “Meu Deus! Será que aconteceu alguma coisa com os donos? A essa hora eles já deveriam ter aberto.”
Que segunda-feira mais esquisita, parece até feriado. Tem algo errado. Peguei meu celular e telefonei para casa. Meu esposo atendeu: “Amor, o que você está fazendo às 6h30 da manhã na rua?”
Agora tudo fazia sentido. Eu havia esquecido de ajustar meu relógio. O horário de verão terminara e eu não ajustara o relógio. O mundo não estava errado. Eu é quem estava com os ponteiros do relógio adiantados.
Há dias em que agimos exatamente, como agi essa manhã, como se o mundo inteiro estivesse errado e nós certos. Vamos vivendo e não questionamos a estranheza dos fatos. Vamos seguindo, afinal, são os outros que estão desajustados, não nós.
São nossos pais que não nos entendem e não nós quem os desonramos. É o patrão  quem pega no  pé, e não nós que somos relapsos em nosso trabalho. Nossos amigos são teimosos, nunca nós os que não cedem.
Será que são os outros que realmente  estão errados? Será que nossas atitudes não estão desajustadas? Pense nisso. E se for o caso, pegue sua bike e faça o caminho de volta. Foi o que fiz.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Vivendo na contra mão







Quando tinha catorze anos sofri um grave acidente de trânsito, tive várias fraturas e perdi a visão do olho direito. Na época encontrei consolo nas palavras de 2Corintios 12.
Um ano após esse acidente apareceu em minha cidade um desses pastores “fenomenais”  e muito “ungidos” que oram por cura e as pessoas recebem milagres instantaneamente . Participei das palestras. No último dia de “campanha” uma  piedosa irmã,que sabia do que havia acontecido comigo, me empurrou lá para frente. O pastor então orou por mim: “Você está vendo agora, irmã?”  “Não”- respondi. Ele me metralhou com aquele olhar “falta-lhe fé” e então preencheu o receituário: “Vou lhe dar sete dias! Daqui a sete dias você ficará curada. Aleleuia! Você crê?” Respondi que sim e fui para casa esperar o meu milagre.
Passei a semana em oração e  jejum. Como se o milagre dependesse de mim. Mas afinal o pastor disse que eu precisava crer.  Eu era uma adolescente de quinze anos, começando minha vida com Cristo e sem os calos emocionais de um adulto.
O dia marcado chegou: abri os olhos pela manhã. Fechei o esquerdo para ver se via algo com o direito. E adivinhe: nada aconteceu. “quem sabe depois da aula?”
Fui para a escola e passei a manhã tentando copiar as tarefas com o olho esquerdo fechado. E é claro fiquei sem a tarefa daquele dia. Corri para a casa e passei a tarde orando. A noite chegou e nada aconteceu. Fiquei confusa por algum tempo, imaginando que minha fé não era grande o bastante; talvez se eu tivesse participado do desafio , se eu tivesse pego o envelope e contribuído;  ou que não era adequada e outras bobagens como essas.
Depois desse episódio passei a caminhar na contra mão. Encontrei-me com o apóstolo Paulo e seu “espinho na carne”. Encontrei-me também com Joni Eareckson Tada, que ainda adolescente ficou tetraplégica. Encontrei – me também com o Sr. Spafford que após perder seus filhos em um naufrágio e seu patrimônio em um incêndio escreveu a canção Sou feliz com Jesus.
            Não sou contra milagres. Acredito neles. Mas aprendi que nem sempre triunfamos. Aprendi que por mais alto que cantemos “vai dar tudo certo, em nome de Jesus”. Nem sempre as coisas acontecem como planejamos. A vida cristã não é uma vida imune a problemas e tragédias. E crer não significa manipular Deus. Mas poder proclamar com convicção:

Se paz a mais doce me deres gozar  
Se dor a mais forte sofrer 
Oh seja o que for Tu me fazes saber 
Que feliz   com       Jesus sempre sou

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O povo da caverna Você vai partilhar a luz?




por Max Lucado


Há muito tempo atrás, ou talvez nem tanto assim, havia uma tribo em uma caverna fria e escura. Os moradores da caverna se amontoavam e choravam por causa do frio. Eles lamentavam em alta voz e por muito tempo. Era tudo que faziam. Era tudo que sabiam fazer. Os sons na caverna eram de pranto, mas as pessoas não sabiam disso, pois nunca tinham conhecido a vida.

Mas então, um dia, eles ouviram uma voz diferente. “Eu ouvi o choro de vocês,” ela declarou. “Eu senti seu frio e vi sua escuridão. Eu vim para ajudar.”

O povo da caverna ficou imóvel. Eles nunca tinham ouvido essa voz. A ajuda soou estranha aos seus ouvidos. “Como podemos saber que você veio para ajudar?”

“Acreditem em mim,” ele respondeu. “Eu tenho o que vocês precisam.”

O povo da caverna observou atentamente a figura do desconhecido através da escuridão. Ele estava empilhando alguma coisa, depois se abaixando e empilhando mais.

“O que você está fazendo?” alguém gritou, nervoso.

O desconhecido não respondeu.

“O que você está fazendo?” alguém gritou mais alto ainda.

Ainda sem resposta.

“Diga-nos!” ordenou o terceiro.

O visitante parou e falou na direção das vozes. “Eu tenho o que vocês precisam.” Ele se virou para o amontoado e o acendeu. A madeira foi iluminada, as chamas saíram com ímpeto e a luz encheu a caverna.

O povo da caverna ficou com medo.” Apague isso!” eles gritaram. “Dói ver.”

“A luz sempre incomoda antes de ajudar,” ele respondeu. Cheguem mais perto. O incômodo vai passar logo.”

“Eu não,” disse uma voz.

“Nem eu,” concordou a segunda.

“Só um tolo iria arriscar expor seus olhos a essa luz.”

O desconhecido parou perto do fogo. “Vocês preferem a escuridão? Vocês preferem o frio? Não fiquem com medo. Dêem um passo de fé.”

Por um longo tempo ninguém falou. As pessoas andavam em grupos cobrindo seus olhos. A pessoa que fez a fogueira ficou perto do fogo. “Está quente aqui,” ele convidou.

“Ele está certo,” disse alguém que estava atrás dele. “Está mais quente.” O desconhecido se virou e viu um vulto andando devagar na direção do fogo. “ Posso abrir meus olhos agora, “ ela falou. “Eu posso enxergar.”

“Venha mais perto,” convidou a pessoa que fez a lareira.

Ela foi. Ela entrou na área iluminada. “Está tão quente!” ela estendeu suas mãos e suspirou quando seu frio começou a passar.

“Venham, todos! Sintam o calor,” ela convidou.

“Quieta, mulher!, gritou um dos moradores da caverna. “Como você ousa nos levar à sua loucura? Vá embora e leve sua luz com você.”

Ela se virou para o desconhecido. “Por que eles não vem?”

“Eles escolheram o frio, apesar de ser frio, é o que eles conhecem. Eles preferem sentir frio do que mudar.”

“E viver na escuridão?”

“E viver na escuridão.”

A mulher que agora estava aquecida ficou em silêncio. Olhou primeiro para a escuridão e depois para o homem.

“Você vai deixar o fogo?” ele perguntou.

Ela parou e depois respondeu, “Não posso. Não posso suportar o frio.” E ela falou de novo. “Mas também não posso pensar no meu povo na escuridão.”

“Você não precisa,” ele respondeu, retirando um galho da fogueira. “Leve isto pro seu povo. Diga que a luz está aqui, e que ela é quente. Fale que a luz é para todos que a queiram.”

Então ela pegou a pequena chama e entrou na escuridão.


FONTE: MAX LUCADO, OUVINDO DEUS NA TORMENTA, P 251 -253 - CPAD, 1995