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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

DIAS COMUNS




“Por que estão todos sempre querendo mais?
Mais, mais! - dizem.
Mais, mais!
Deus me dá além da conta,
Alegria sem igual num dia comum –
Mais do que eles conseguem nos seus suspiros consumistas.”
Salmos 4.7
A MENSAGEM





Como você completaria a frase: serei feliz quando ____________________.
Quando comprar um carro. Quando me casar. Quando tiver um filho. Quando meus filhos crescerem. Quando estiver em um emprego melhor.
O problema é que assim que sair da loja, o cheiro de carro novo se evapora, e ele ficará velho.  O cônjuge terá defeitos. Crianças dão trabalho, em qualquer idade. O emprego novo torna-se parte da rotina. E aí fazemos novas listas e seguimos a vida perseguindo coisas que  nunca nos satisfazem.  Estamos presos ao descontentamento. Como definiu Max Lucado: “Se a sua  felicidade vem de algo que você deposita, dirige, bebe ou digere, encare os fatos – você está na prisão, a prisão do querer.”
O salmista nos ensina a andar na contramão da estrada do querer. Ele diz que  encontrou alegria em um dia comum. Não afirma que  está alegre por ter perdido peso, por ter comprado um carro, ganho dinheiro ou mudado de empregado.  Essas coisas são bons motivos para nos alegrar, mas são eventos que não acontecem todos os dias.  E quando não há nenhuma promoção em vista, nada a se festejar, apenas a rotina, a sucessão de dias em que nada de novo acontece?

O salmista encontrou liberdade para a alma aprisionada ao querer: Contentamento!

“Deus me dá além da conta”

De acordo com Ed René Kivitz, se você acordou hoje mais saudável que doente, tem mais sorte que cerca de 1 milhão de pessoas que  não alcançarão a próxima semana. Se você nunca passou por uma prisão ou uma guerra, você tem mais sorte  que 500 milhões de habitantes do mundo. Caso tenha comida em sua geladeira, roupas no armário, um lugar aquecido para dormir e um teto para se abrigar, então você tem mais sorte que cerca de 75% da população mundial. Caso tenha dinheiro  em sua conta bancária, na carteira ou algum trocado em algum outro lugar, você faz parte da lista dos 8% das pessoas com melhor qualidade de vida do mundo. Pense bem, você não tem razões de sobra para dizer como o salmista: “Deus me dá além da conta”?
Você pode não ter a casa dos seus sonhos, mas tem a promessa de um lar eterno.

Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. João 14:2

 Pode não ter um carro 0KM, mas tem um Deus que lhe guia pelo caminho.

Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar

Isaías 48:17

Pode não ter a família que sonhou, mas tem um Deus amoroso ao seu lado.

Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.
Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim.

Isaías 49:15-16


Pode não ter o emprego ou a aparência esperada, mas tem um Deus que olha para dentro do seu coração.

Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração. 1 Samuel 16:7

O que você  tem em  Deus é muito mais do que aquilo que lhe falta nesta vida.

Alegria sem igual num dia comum

Além de nos ajudar a lidar com nossa falta de contentamento, esta passagem nos dá uma dica de como resolver nosso problema com os dias comuns, um antídoto contra a rotina .  Você já se sentiu assim, como se fosse o protagonista do filme feitiço do tempo, onde tudo acontece sempre da mesma forma?
O salmista encontrou em seu Deus a fonte da alegria para os dias comuns. Essa satisfação depositada em Deus e não em uma realidade a ser alcançada, que pode ou não se materializar, lhe ajuda a vencer a mesmice. Seu estado de espirito não é alimentado por circunstancias, mas por sua relação com o Eterno.
Que esta possa ser uma realidade em nossas vidas, viver nossos dias comuns abastecidos pela alegria que não está nas circunstancias, mas que vem de uma relação com  Deus.
E que sejamos gratos por cada uma das coisas aparentemente insignificantes e comuns:  como o pão em nossa mesa. O cônjuge de quem nos despedimos afetuosamente todas as manhãs, para nos dirigirmos ao trabalho rotineiro que nos proporciona o sustendo e tantas outras possibilidades.  A criança que bagunça nossa casa, aumenta nosso orçamento, mas sem a qual não poderíamos viver, já que nos arrebatou o coração. E por falar em casa, por que não nos alegramos também com o teto que nos abriga?
            Como vimos, nossos “dias comuns” são cheios de pequenas bênçãos , além da conta.


Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele. Salmos 118:24

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sobre abacaxis, meninos e móbiles



Comprei um móbile, desses que giram e tocam musiquinha, para o Davi. Mal podia esperar para ver sua reação quando instalei o brinquedo em seu carrinho de bebê. Pendurei  o brinquedo, arrumei o carrinho na sala e coloquei o Davi dentro.
Para minha surpresa ele nem ligou para o móbile, mas pareceu admirado com um abacaxi que se encontrava na fruteira sobre a mesa. Chamei sua atenção para o brinquedo, não teve jeito. Mas o pior ainda estava por vir, quando dei corda no móbile para ouvirmos a musiquinha, Davi começou a chorar histericamente. Para frustração da mamãe!
De frustrações nossos dias são cheios, não é mesmo? Especialmente nos relacionamentos.  Quantas vezes damos o melhor de nós e não somos reconhecidos, somos mal interpretados ou incompreendidos.  
A verdade é que as pessoas são imprevisíveis e nem sempre agem do modo como gostaríamos. Isso as vezes nos magoa. Será possível passar por essas frustrações sem ficarmos  ressentidos? O apóstolo Paulo nos dá algumas dicas em Romanos 12.
1-    Entenda que pessoas são imprevisíveis. Não nos relacionamos com máquinas programáveis. Assim sendo “Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal” RM 12.10
2-   Quando as coisas não saírem como você gostaria não fique pensando nisso. Siga o conselho de Paulo: “Renove sua mente” Rm 12.2
3-   As pessoas as vezes são motivadas por suas emoções, ou seja, nem sempre estão em um bom dia, as vezes nada tem a ver com você, por isso aprenda a “alegrar-se com os que se alegram; chorar com os que choram” Rm 12.15
4-   Dê o braço a torcer, você não é o dono da verdade, nas palavras de Paulo: “Não seja sábio aos seus próprios olhos” Rm 12.16d
5-   “Faça o possível para manter a paz com todos” Rm 12.18
6-   E por fim: “Não se deixe vencer pelo mal, mas vença  o mal com o bem Rm 12.21

A propósito, o pequeno Davi aprendeu a divertir-se com seu móbile, embora ainda aprecie os abacaxis!

sábado, 26 de março de 2011

UM PUNHADO DE AREIA, UM POUCO D’ÁGUA


Nesse verão fui passar um dia na praia com alguns amigos. Estava lá sentada tomando sol quando fui surpreendida pelo Pablo, um garotinho de três anos que estava em nossa companhia:
            - Mell, você vai ficar aí dormindo todo tempo? Vem ajudar a gente a fazer um castelo.
            “Não! Estou de férias. Chega de crianças! Pelo menos não agora...urg.!!!” - pensei
            - Agora não, querido. – respondi
            - Ah, Mell...- suplicou ele.
Como resistir aquela carinha simpática e aquele sorriso que ressaltava as covinhas nas bochechas gorduchas? Não resisti, você já deveria imaginar, fui para junto das crianças construir castelinhos.
Enquanto brincava, notei algo: eu nunca conseguia depositar toda a areia que juntava, nas mãos, em nossa construção. A areia escorregava pelo meio dos meus dedos. O mesmo ocorria com a água, por mais que eu tentasse deter uma certa quantidade de água em minhas mãos, a maior parte dela escorria por entre os dedos.
E foi então que além de um dia divertido, a simpatia das crianças e um tom avermelhado na pele devido ao sol forte, recebi também uma parábola.
A analogia da areia e da água se aplica a nossas vidas. Quantas coisas temos tentado segurar, mas que têm escorregado por entre os dedos. Fazemos o melhor que podemos, agarramos com toda força, mas parece que nossos métodos não funcionam. Às vezes nos iludimos com frases do tipo: “Não se pode ter tudo” ou “A realização plena é uma utopia”.
Para alguns, o punhado de areia é um relacionamento. Para outros, a estabilidade financeira. Pode ser a saúde, ou ainda, um pouco de alegria. E até mesmo, uma gota de esperança, ou qualquer coisa que produza um pouco de luz na noite sombria da tragédia.
A questão é que por mais que tentemos, jamais conseguiremos deter nosso punhado de areia. Ele escorregará. Talvez restem alguns grãos, mas nunca a totalidade.
As estratégias podem manter as pessoas por perto por algum tempo, porém, cedo ou tarde, elas se cansarão de nossos métodos mesquinhos e partirão. Você duvida? Então me responda: Por que tantos casamentos são defeituosos?  Por que o encanto acaba? Por que  as palavras duras cavam sulcos na terra do coração? Por que surge aquele abismo intransponível que afasta as pessoas? Nossas mãos pequenas não conseguem deter nossos relacionamentos. E isso não se aplica apenas aos relacionamentos românticos.
Tenta-se dar um “jeitinho” a fim de conquistar algum sucesso financeiro. Mas os esquemas falham e a falência é certa. A areia fina do sucesso esvai-se por entre os dedos.
As drogas e o álcool podem trazer uma certa leveza à alma, mas não arrancam a dor do coração. Nossas mãos são pequenas para amenizar a dor. Tenta-se aconselhamentos, análise, mas enquanto não se arrancar aquilo que fere o coração, estaremos apenas usando de paliativos. É inútil tentar arrancar um tumor com band-aid.
As velas do pensamento positivo e do otimismo se apagam antes que a noite sombria se vá.
Nossas estratégias são inúteis. Nossas mãos são pequenas. Entre nossos dedos há um espaço que faz com que a areia se vá.
Mas há uma mão da onde as coisas não escapam:
 “Eu sou Deus; também de hoje em diante, eu o sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” Is 43:13
Essas Mãos são grandes o bastante para “manter” nossos relacionamentos. Não que iremos fugir de nossas responsabilidades, mas Suas Mãos transformam nosso caráter, imprimindo nele a Sua vida, vida esta que atrai e não repele as pessoas. Suas Mãos endireitam nossas finanças. Nos ensinam a viver contentes em qualquer situação. E fazem do NADA, TUDO. De Suas Mãos nada escapa.
Suas Mãos tocam nosso corpo debilitado. Se você duvida, olhe nas páginas de sua Bíblia, a mesma Mão que tocou o leproso, que ergueu o coxo e deu vista ao cego, continua operando hoje, em mim e em você.
“Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente” Hb 13:8
Quando permitimos que Ele segure a “areia”, mais do que isso, quando permitimos que Ele segure também nossas vidas, algo extraordinário acontece: Ele passa a ser nossa fonte de alegria.
E já não há mais problemas com a escuridão, pois Ele é nossa Luz:
“Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida.” Jo 8:12
Não, não estou dizendo que a vida com Ele é um mar de rosas. Mas estou dizendo que Ele nos faz ver as circunstâncias por um ângulo jamais imaginado. Ele redireciona nossas perspectivas. Mais do que isso, Ele nos mostra que n’Ele somos amados, aceitos e amparados e que Suas mãos são grandes e bondosas, a ponto de tomar nossa culpa e fazer-se maldito por nós.
“mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.” Is 53:6
Podemos confiar nas Mãos daquele que se entregou por nós. As Mãos transpassadas revelam Seu amor e cuidado por nós.
Da próxima vez que tentar segurar um punhado de areia, lembre-se do Autor da vida, Ele é Aquele que pode lhe dar muito mais que um punhado de areia, ou algumas gotas de água. Ele tem todo o oceano, e Suas mãos podem contê-lo.
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” Is 55:8-9


sábado, 23 de outubro de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

Roubaram minha bike



É impressionante como a Palavra de Deus é “viva e eficaz”. Ontem na reunião dos adolescentes comentamos sobre a oração que Jesus nos ensinou, sobre as faces do caráter de Deus reveladas através dela, e em especial sobre os nomes de Deus.
Hoje, pela manhã, descobrimos que nossas bicicletas foram roubadas. Nosso fim de semana foi uma soma de pequenos aborrecimentos que nos deixaram chateados e desanimados.
A maioria dos “terremotos” que surgem em nossas vidas não são pontuados pela escala Richter, porém afetam nossa rotina e tiram as coisas do lugar. Em outras palavras, não enfrentamos gigantes como Davi; não atravessamos desertos como Moisés e os israelitas; talvez não sejamos convocados para liderar uma batalha contra um exército inimigo, como Gideão; mas temos nossas bicicletas roubadas, o vestibular, relacionamentos tumultuados com familiares, crises financeiras, desemprego, decepções amorosas, contas para pagar, saúde fragilizada e _________________________(escreva a sua ).
Mas seja qual for a situação o Senhor está conosco. E Ele é tudo o que nós precisamos.
Neste domingo Ele foi Jeová Shalom em nossas vidas, nos dando “a paz que excede todo entendimento”. Foi também Jeová- Raah, e como um afetuoso pastor, nos assegurou que tudo ficaria bem, afinal somos suas ovelhas!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ajuste seu relógio





 Nesta manhã sai no horário habitual de casa, para ir ao trabalho. Ainda estava escuro e havia uma brisa fresca. Notei que não haviam muitos carros na rua, estranho para uma segunda-feira.
Passei em frente a uma escola e percebi que não havia movimentação. “Mal começou o ano e já não tem aula. É por isso que  a educação vai de mal a pior” – pensei.
A panificadora estava fechada também. “Meu Deus! Será que aconteceu alguma coisa com os donos? A essa hora eles já deveriam ter aberto.”
Que segunda-feira mais esquisita, parece até feriado. Tem algo errado. Peguei meu celular e telefonei para casa. Meu esposo atendeu: “Amor, o que você está fazendo às 6h30 da manhã na rua?”
Agora tudo fazia sentido. Eu havia esquecido de ajustar meu relógio. O horário de verão terminara e eu não ajustara o relógio. O mundo não estava errado. Eu é quem estava com os ponteiros do relógio adiantados.
Há dias em que agimos exatamente, como agi essa manhã, como se o mundo inteiro estivesse errado e nós certos. Vamos vivendo e não questionamos a estranheza dos fatos. Vamos seguindo, afinal, são os outros que estão desajustados, não nós.
São nossos pais que não nos entendem e não nós quem os desonramos. É o patrão  quem pega no  pé, e não nós que somos relapsos em nosso trabalho. Nossos amigos são teimosos, nunca nós os que não cedem.
Será que são os outros que realmente  estão errados? Será que nossas atitudes não estão desajustadas? Pense nisso. E se for o caso, pegue sua bike e faça o caminho de volta. Foi o que fiz.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Vivendo na contra mão







Quando tinha catorze anos sofri um grave acidente de trânsito, tive várias fraturas e perdi a visão do olho direito. Na época encontrei consolo nas palavras de 2Corintios 12.
Um ano após esse acidente apareceu em minha cidade um desses pastores “fenomenais”  e muito “ungidos” que oram por cura e as pessoas recebem milagres instantaneamente . Participei das palestras. No último dia de “campanha” uma  piedosa irmã,que sabia do que havia acontecido comigo, me empurrou lá para frente. O pastor então orou por mim: “Você está vendo agora, irmã?”  “Não”- respondi. Ele me metralhou com aquele olhar “falta-lhe fé” e então preencheu o receituário: “Vou lhe dar sete dias! Daqui a sete dias você ficará curada. Aleleuia! Você crê?” Respondi que sim e fui para casa esperar o meu milagre.
Passei a semana em oração e  jejum. Como se o milagre dependesse de mim. Mas afinal o pastor disse que eu precisava crer.  Eu era uma adolescente de quinze anos, começando minha vida com Cristo e sem os calos emocionais de um adulto.
O dia marcado chegou: abri os olhos pela manhã. Fechei o esquerdo para ver se via algo com o direito. E adivinhe: nada aconteceu. “quem sabe depois da aula?”
Fui para a escola e passei a manhã tentando copiar as tarefas com o olho esquerdo fechado. E é claro fiquei sem a tarefa daquele dia. Corri para a casa e passei a tarde orando. A noite chegou e nada aconteceu. Fiquei confusa por algum tempo, imaginando que minha fé não era grande o bastante; talvez se eu tivesse participado do desafio , se eu tivesse pego o envelope e contribuído;  ou que não era adequada e outras bobagens como essas.
Depois desse episódio passei a caminhar na contra mão. Encontrei-me com o apóstolo Paulo e seu “espinho na carne”. Encontrei-me também com Joni Eareckson Tada, que ainda adolescente ficou tetraplégica. Encontrei – me também com o Sr. Spafford que após perder seus filhos em um naufrágio e seu patrimônio em um incêndio escreveu a canção Sou feliz com Jesus.
            Não sou contra milagres. Acredito neles. Mas aprendi que nem sempre triunfamos. Aprendi que por mais alto que cantemos “vai dar tudo certo, em nome de Jesus”. Nem sempre as coisas acontecem como planejamos. A vida cristã não é uma vida imune a problemas e tragédias. E crer não significa manipular Deus. Mas poder proclamar com convicção:

Se paz a mais doce me deres gozar  
Se dor a mais forte sofrer 
Oh seja o que for Tu me fazes saber 
Que feliz   com       Jesus sempre sou

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O povo da caverna Você vai partilhar a luz?




por Max Lucado


Há muito tempo atrás, ou talvez nem tanto assim, havia uma tribo em uma caverna fria e escura. Os moradores da caverna se amontoavam e choravam por causa do frio. Eles lamentavam em alta voz e por muito tempo. Era tudo que faziam. Era tudo que sabiam fazer. Os sons na caverna eram de pranto, mas as pessoas não sabiam disso, pois nunca tinham conhecido a vida.

Mas então, um dia, eles ouviram uma voz diferente. “Eu ouvi o choro de vocês,” ela declarou. “Eu senti seu frio e vi sua escuridão. Eu vim para ajudar.”

O povo da caverna ficou imóvel. Eles nunca tinham ouvido essa voz. A ajuda soou estranha aos seus ouvidos. “Como podemos saber que você veio para ajudar?”

“Acreditem em mim,” ele respondeu. “Eu tenho o que vocês precisam.”

O povo da caverna observou atentamente a figura do desconhecido através da escuridão. Ele estava empilhando alguma coisa, depois se abaixando e empilhando mais.

“O que você está fazendo?” alguém gritou, nervoso.

O desconhecido não respondeu.

“O que você está fazendo?” alguém gritou mais alto ainda.

Ainda sem resposta.

“Diga-nos!” ordenou o terceiro.

O visitante parou e falou na direção das vozes. “Eu tenho o que vocês precisam.” Ele se virou para o amontoado e o acendeu. A madeira foi iluminada, as chamas saíram com ímpeto e a luz encheu a caverna.

O povo da caverna ficou com medo.” Apague isso!” eles gritaram. “Dói ver.”

“A luz sempre incomoda antes de ajudar,” ele respondeu. Cheguem mais perto. O incômodo vai passar logo.”

“Eu não,” disse uma voz.

“Nem eu,” concordou a segunda.

“Só um tolo iria arriscar expor seus olhos a essa luz.”

O desconhecido parou perto do fogo. “Vocês preferem a escuridão? Vocês preferem o frio? Não fiquem com medo. Dêem um passo de fé.”

Por um longo tempo ninguém falou. As pessoas andavam em grupos cobrindo seus olhos. A pessoa que fez a fogueira ficou perto do fogo. “Está quente aqui,” ele convidou.

“Ele está certo,” disse alguém que estava atrás dele. “Está mais quente.” O desconhecido se virou e viu um vulto andando devagar na direção do fogo. “ Posso abrir meus olhos agora, “ ela falou. “Eu posso enxergar.”

“Venha mais perto,” convidou a pessoa que fez a lareira.

Ela foi. Ela entrou na área iluminada. “Está tão quente!” ela estendeu suas mãos e suspirou quando seu frio começou a passar.

“Venham, todos! Sintam o calor,” ela convidou.

“Quieta, mulher!, gritou um dos moradores da caverna. “Como você ousa nos levar à sua loucura? Vá embora e leve sua luz com você.”

Ela se virou para o desconhecido. “Por que eles não vem?”

“Eles escolheram o frio, apesar de ser frio, é o que eles conhecem. Eles preferem sentir frio do que mudar.”

“E viver na escuridão?”

“E viver na escuridão.”

A mulher que agora estava aquecida ficou em silêncio. Olhou primeiro para a escuridão e depois para o homem.

“Você vai deixar o fogo?” ele perguntou.

Ela parou e depois respondeu, “Não posso. Não posso suportar o frio.” E ela falou de novo. “Mas também não posso pensar no meu povo na escuridão.”

“Você não precisa,” ele respondeu, retirando um galho da fogueira. “Leve isto pro seu povo. Diga que a luz está aqui, e que ela é quente. Fale que a luz é para todos que a queiram.”

Então ela pegou a pequena chama e entrou na escuridão.


FONTE: MAX LUCADO, OUVINDO DEUS NA TORMENTA, P 251 -253 - CPAD, 1995

sábado, 14 de novembro de 2009

FEIO, PORÉM FUNCIONAL!






Sou um tipo de pessoa que gosta de guardar bugigangas. Mas esse meu hábito (ou mau hábito) entulhou meu pequeno quarto e guarda-roupas. Como eu não queria me desfazer das minhas “tralhas”, achei que estava na hora de arrumar um novo armário.
Foi assim que na semana passada, minha mãe chegou em casa com a notícia de que havia arrumado um armário e que este, era uma gracinha! A amiga dela estava fechando um escritório e tinha um armário (que era uma gracinha) e iria vendê-lo por um preço razoável.
Gostei da idéia: eu ficaria feliz por ter uma “gracinha” de armário, minha mãe, por não gastar muito e a amiga dela, por vender o tal armário.
Alguns dias depois, chego em casa e o que encontro? Aquele trambolho horroroso no meu quarto. Tive um ataque quando o vi. Ele era tudo, menos “uma gracinha”. Ele era torto, feio, sem graça, faltavam-lhe pedaços. Não podia acreditar que minha mãe havia trazido aquela coisa horrorosa para casa. Ao perceber minha decepção, ela disse:
“Você não percebe? Ele é feio, porém funcional. Veja quanto espaço possui. E é perfeito para que você organize e acomode todos os seus materiais. Além disso, ele não está pronto. Melissa, você só consegue enxergar o que está na sua frente, mesmo. Pense nesse armário reformado.Visualize-o pintadinho! Vai ficar uma gracinha!”
Devo admitir que depois que me acalmei, comecei a me acostumar com a idéia de ter um armário “feio, porém funcional” (principalmente depois de colocar todas as minhas tralhas dentro dele). Mas essa história serviu para me ensinar algumas verdades espirituais.
A primeira delas foi quanto a minha visão míope! Como disse a minha mãe, eu só enxergo o que está na minha frente. Deus me levou a refletir quanto ao fato de que aquele armário era eu. Calma, eu explico: Um dia, eu e você, éramos como aquele armário, “feios”, por causa do pecado (Rm 3.23), estávamos incompletos e machucados, feridos pelas circunstancias da vida. Não tínhamos nada para oferecer, nada do do que nos orgulhar. Foi então que Deus nos viu. E ao contemplar nossas vidas, Ele não viu apenas as manchas do pecado, as feridas, a rebeldia, não! Ele nos viu transformados, nos viu novinhos em folha! Onde havia erro, Ele enxergou a possibilidade de acertos; onde havia pecado, Ele viu perdão; onde havia fracasso, Ele viu vitórias; onde havia sujeira, Ele imaginou vestes de louvor; no lugar de tristeza e amargura; Ele projetou alegria e doçura; ao olhar nossa inutilidade diante dos homens Ele se lembrou do propósito para o qual havia nos criado: glorificarmos Seu nome e grandiosidade (Is 43.7). Ao visualizar tudo isso, Ele decidiu nos comprar. Porém, o preço pago foi alto, Ele nos comprou com sangue e dor.(Is 53. 2-7;)
Uma outra coisa que aprendi com meu armário “feio, porém funcional”, foi a respeito de como vejo os outros. Percebi que só enxergo o que está na minha frente, e sendo assim, quantos “armários feios” têm passado pela minha vida e não tenho dado importância. Quantas pessoas que aos olhos humanos não têm valor algum, mas que aos olhos do “Grande Marceneiro” são peças valiosas. Isso significa que preciso prestar mais atenção à minha volta, àqueles que precisam de uma chance, àqueles discriminados por sua aparência, posição social ou pelos erros que cometeram, mas que aos olhos do Pai são obras primas. Assim, preciso aprender a enxerga-las da maneira certa, da maneira de Deus: ver potencial onde o homem vê fracasso, ver possibilidades onde os outros vêem limites, ver regeneração onde o homem já determinou condenação. E mais que isso, preciso fazer minha parte, fazer aquilo que Deus espera que eu faça por essas vidas.
A terceira coisa que aprendi, foi que para deixar o meu armário “uma gracinha”, são (e ainda serão) necessárias várias horas de trabalho: primeiro foi preciso montá-lo, depois, reforçá-lo, em seguida, pintá-lo por dentro e depois passar papel parede por fora.
Conosco não é diferente. Para nos deixar do jeitinho que devemos ser, Deus gasta várias horas. São dias e dias nos moldando, lapidando nosso caráter, nos animando quando resolvemos choramingar e criticar Seu glorioso trabalho (achamos que Ele age muito devagar ou rápido demais, nunca estamos satisfeitos).
Aprendi com Max Lucado o seguinte:
“Deus me ama como eu sou, mas me ama muito mais para deixar que eu continue sendo assim, Ele quer que eu seja simplesmente como Jesus”.
E é exatamente isso que Ele está fazendo, está nos conformando a imagem de Seu Filho:
“E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.
Rm 8.28-29
E para tanto, Ele não mede esforços, usa situações e pessoas nesse processo. Quando reclamos, Ele age pacientemente nos mostrando “que TUDO coopera para o nosso bem” e que Ele está no controle! Da mesma forma que meu armário, eu ainda não estou pronta, Deus está agindo em mim todos os dias, afim de que eu seja “simplesmente como Jesus”.

Obs. Escrevi esse texto em uma madrugada do ano de 2002...Um dia desses, comentamos sobre esse assunto no Grupo de Adolescentes, então o Gil me aconselhou a publicá-lo, aqui, na integra.
Um abraço a todos que estão nos acompanhando...
Mel e Gil

































                              





quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Solte as tiras das sandálias !


Eu tinha duas alternativas: continuar impecável e permitir que as tiras das minhas sandálias “devorassem” meus calcanhares ou soltá-las e ir arrastando as sandálias, rua à fora, até chegar em casa.
Por mais que goste de estar bem arrumadinha, por mais que eu tente evitar “pagar micos”, não tive dúvidas: soltei as tiras das sandálias.
Pouco importava o que iriam pensar de mim, não queria chegar em casa com os calcanhares machucados.
A situação de hoje me fez pensar em todas aquelas pessoas, inclusive eu, que estão na igreja sendo “esfoladas” pelas “tiras apertadas” do legalismo. Gente que se preocupa com o que os outros estão pensando. Gente que se preocupa mais com os rituais do que com as motivações do coração.
Aí me lembrei daquilo que o Pr Marcio Valadão diz: “Você tem que se preocupar em agradar ao Senhor, se você conseguir isso... o resto...é resto!”
Lembrei também da conhecida história de Davi e Mical: 2 Sm 6. 1-23
A Arca da Aliança estava de volta. Davi estava feliz, muito feliz. Finalmente o símbolo da presença de Deus estava de volta. Isso era motivo de festa. Na tentativa de trazer a Arca de volta Davi aprendera que as coisas devem ser feitas à maneira de Deus e não do homem. O rei Davi aprendera que Deus deve ser adorado do jeito Dele e não da maneira como o homem o quer adorar. Ah! Como Davi estava feliz. O rei da nação saiu a frente do povo e dançou. Seu coração estava em Deus. Sua atitude estava centrada no coração do Pai. Suas motivações não eram erradas.
Mical, esposa de Davi, o vira. A mulher ficou realmente brava com a atitude do esposo: “Como ele poderia ter feito aquilo? Agido daquela forma: Tão “povão”? O rei da nação comportando-se como um qualquer? Além disso, o que iriam pensar dele?”
Atitudes distintas com conseqüências diferentes. Mical, preocupou-se com os homens, com o que pensariam os outros. Davi, importou-se em alegrar o coração do Pai. Mical é lembrada como a mulher que ficou estéril. Davi, como o homem segundo o coração de Deus!
De que lado estamos? Como seremos lembrados? Será que somos vistos como aqueles que agem segundo o coração de Deus ou de acordo com o que esperam de nós? Nem sempre o que é bom aos olhos dos outros é garantia dos aplausos do Céu.
Desejemos isto: O Aplauso dos céus e não dos homens.
Amados, “soltemos as tiras das sandálias”, hoje, e como Davi dancemos na presença do Rei!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Obras inacabadas



















"Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a
aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;"
(FP 1:6)


Uma das coisas que meu pai nos deixou, além de princípios sobre caráter e integridade, foi uma coleção de quadros inacabados. Um de seus passatempos era pintar telas. Algumas, de suas obras, entretanto, não foram concluídas.
Quando na adolescência comecei a demonstrar um possível interesse e talento para pintura, alguém sugeriu que eu deveria terminar seus quadros. Minha resposta foi negativa, por duas razões: a primeira é que eu não pintava tão bem quanto ele, a outra, pelo fato de que eu jamais conseguiria sondar seu coração a fim de saber quais seus sentimentos e intenções sobre cada uma daquelas telas. Cada obra é muito mais que um misto de cores e técnicas. Há um conjunto de idéias e sentimentos a serem expressos. Aquelas obras ficaram inacabadas porque o artista que as concebeu não as pôde concluir.
Querendo ou não, todos nós somos obras inacabadas. É louco quem pensa que já está pronto, que não tem mais que crescer, mudar ou construir-se. Há muitas áreas em nossas vidas que precisam de profundas modificações. E a promessa que encontramos na Bíblia, é que Aquele que nos criou está nos aperfeiçoando dia a dia. Aquele que começou a boa obra, não descansará até que a termine.
Mas, não raras vezes, queremos terminar a obra. Queremos apressar o trabalho. Discordamos das cores que Deus usa para pintar o quadro de nossas vidas. Gostamos do azul, dos dias agradáveis; do amarelo, das primaveras; do rosa, dos amores e do verde, das conquistas. Mas não queremos o preto, do luto; o marrom, da decepção; o púrpura, da rejeição; ou cinza, dos longos invernos de tribulações. Esquecendo-nos que são as cores escuras, que não raro nos infligem dor e sofrimento, que nos fazem crescer e valorizar as cores vivas dos dias alegres.
Além disso, nossa impaciência em terminar a obra do Grande Artista estende-se aos nossos relacionamentos. Queremos mudar aqueles que nos cercam. Queremos retirar o pincel das mãos do Autor da vida e colorir aqueles a quem amamos com mais paciência, amor, coragem ou cautela, ou queremos que Ele use apenas cores vivas e alegres. Não há nada de errado em querer que aqueles a quem amamos jamais sofram, entretanto, é preciso lembrar que, muitas vezes, serão os dias ruins, que os farão amadurecer.
Esquecemo-nos que não pintamos tão bem quanto Ele. E que por mais que andemos com Deus e estejamos afinados com Sua vontade, jamais poderemos sondar Seu coração a fim de sabermos tudo que Ele tenciona para a vida daqueles que nos cercam.
Meu pai não poderá terminar suas obras. Mas Deus pode terminar aquilo que Ele começou a fazer em nós e em nossos queridos. Ele jamais desiste ou esquece. Confiemos em Sua promessa: "Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;" (FP 1:6)
Ele está trabalhando dia após dia a fim de nos conformar à imagem de Cristo. Deixemos o trabalho por conta Dele. Ele sabe a melhor técnica e que tonalidades usar. Sobretudo, sejamos pacientes com aqueles que nos cercam, eles, assim como nós, ainda não estão prontos.
Por Melissa Jacintho

sábado, 26 de abril de 2008

Descolado...

Muitas pessoas ainda vêem os cristãos como pessoas chatas, cujas vidas são totalmente insípidas. Não sabem elas que nós, os cristãos, fomos definidos como “sal da terra”.
Mas lidar com este rótulo, especialmente na adolescência, nem sempre é fácil. Na escola, nas salas de bate papo da internet e até mesmo em casa, exige-se que o adolescente seja um cara descolado. Ou seja, um tipo ligado; antenado no que está acontecendo a sua volta; que saiba conversar sobre vários assuntos, sobre tudo que seja esperto; se possível, que faça parte de uma tribo e conheça as gírias dela.
É , não é nada fácil ser um teen na modernidade. Com tantas exigências, alguns acabam ferindo seus princípios e ideais.
Conhecemos a história de um adolescente super descolado. Ele nasceu em uma família simples. Era comum. Aquele cara cujo nome aparece três ou quatro vezes na chamada da escola. Ele ajudava seu padrasto, um carpinteiro, na pequena oficina da família. Esse jovem andava com pessoas das mais diferentes tribos, mas não era um arruaceiro, pelo contrário, conseguia influenciá-las. A ponto de dividir a história da humanidade.Você sabe quem foi esse cara?
Isso mesmo: JESUS.
Você deve estar pensando, mas esse era Jesus. Não dá para comparar.
Tenha em mente uma coisa, embora Jesus fosse completamente divino, Ele se permitiu ser totalmente humano. E enquanto andou neste mundo Ele sentiu as mesmas coisas que você e nós sentimos. Ele se cansou, sentiu fome, teve medo, ficou resfriado, teve espinhas, sorriu , chorou . Pode parecer irreverente pensar assim, mas não é. Jesus nunca colocou-se num altar, a ponto de ser intocável. Pelo contrário, enquanto andou neste mundo Ele foi acessível, palpável. E , mais ainda , Ele era comum. Se estivesse aqui hoje você não o notaria quando estivesse no shoppping. Ele não faria as cabeças se voltarem por causa de seu “jeito estiloso” de vestir-se, pelas tatuagens, pelos piercing’s . Ele era o tipo de pessoa que você convidaria para assistir a um jogo de futebol em sua casa. Ele riria das suas histórias e contaria algumas das Dele. E quando você falasse, Ele ouviria como se tivesse todo tempo da eternidade. Ele andaria de skate com você. E até comeria um cachorro quente no “Prenssadão”. E com certeza você iria convidá-lo novamente.
Parece loucura? Não. A Bíblia diz que as pessoas procuravam Jesus, como afirmou Max Lucado:

“As pessoas se aproximavam então Dele. Puxa, como o procuravam! Elas surgiam a noite; tocavam Nele quando caminhavam pelas ruas; Seguiam-no até o mar; convidavam-no para suas casas e colocavam seus filhos aos pés Dele [...]
Não há se quer uma sugestão de alguém que temesse aproximar-se Dele. Havia alguns que o ridicularizavam. Havia outros que o invejavam. Outros ainda que não o compreendiam . E outros que o reverenciavam. Mas não havia ninguém que o considerasse santo demais, divino demais, ou celestial demais para ser tocado. Não houve uma pessoa se quer que relutasse aproximar-se Dele com medo de ser rejeitada.”[1]
Não há dúvidas: Jesus era um cara descolado. Você argumenta, “mas Ele não enfrentou as pressões que eu enfrento”.
Se fossemos escrever sobre as pressões que ele enfrentou teríamos texto para um livro. A verdade é que Ele não desistiu, nem deixou de ser quem era por causa da “turma” ou das dificuldades. Foi até o fim. A ponto de morrer por seus ideais.
Querido adolescente, embora a sociedade rotule os cristãos como chatos ou caretas, você pode e deve provar que isso não é verdade. Seja alguém tão agradável quanto Jesus foi.
Você não precisa se isolar só porque é cristão. Pelo contrário. Jesus não passou seus dias na sinagoga, Ele andou com as pessoas. Mas jamais permitiu corromper-se. Por onde passava as pessoas sentiam algo bom , Ele mudava a atmosfera. Seja assim!
Lembre-se: Ser descolado é ser diferente; e ser diferente não é seguir a moda, ou as imposições da sociedade. Ser diferente é ter convicções fortes. Tão fortes, que possam mudar a história.



Por Mell e Gil Bruno



[1] Lucado, Max. Deus Chegou Mais Perto. P 51, São Paulo: Editora Vida Cristã, 1998.