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sábado, 20 de novembro de 2010

Carta aos meus amigos recém –casados


 Queridos amigos,

Bem vindos ao maravilhoso mundo do casamento!
Um mundo cheio de descobertas, cumplicidade e alegrias.  
Mas também, um mundo onde as meias, não  caminham sozinhas para máquina de lavar, toalhas úmidas são esquecidas sobre a cama, olhares podem ferir e palavras machucam
Quero adverti-los para o fato de que vocês devem se lembrar dos dias de namoro e se conformarem com o fato de que eles passaram.
A Bíblia diz: “basta cada dia o seu mal”. Essa passagem é um ”tapa na nuca” nos lembrando que a vida é feita de fases e precisamos viver plenamente cada uma delas. Sem nostalgia, sem romantismo inocente.  Vivam com sabedoria, ou seja, saibam viver, esta fase.
Os dias de namoro se foram e tudo o que vocês têm é o dia de hoje. Com  as contas de hoje para serem  pagas, uma rotina diferente de quando eram solteiros, responsabilidades, roupas para lavar, passar e guardar. E um desafio:  amar seu cônjuge em meio a tudo isso!
Algum dia vocês poderão acordar e pensar: “você não é mais a pessoa com quem me casei”.  Não se assustem! A vida imprime novidades ao nosso caráter. Seu cônjuge, daqui há algum tempo,  será diferente do que era  e querendo ou não você também fará  parte dessas mudanças!
 Quero encorajá-los  a encontrarem alternativas, dentro de suas condições financeiras, sua realidade, rotina e estilo de vida, para desenvolverem uma comunicação saudável e a manterem o romantismo.  Quero animá-los para que nos dias em  que estiverem sobrecarregados pela rotina,  no decorrer dos anos, que não sejam saudosistas em relação aos dias de namoro, mas para que se descubram novamente . Quero desafiá-los - a se apaixonarem pelo que essa pessoa é hoje, por tudo que já viveram, pelas marcas que imprimiram no caráter um do outro.
Nós que vivemos aqui no sul do Brasil temos o privilégio de observar as quatro estações do ano de forma bem definida. Nos animamos com o anuncio do verão durante a primavera. Aproveitamos dias mais longos e curtimos as praias nos dias quentes de verão. Percebemos o anuncio dos dias gelados, durante o outono. E quase congelamos no inverno.
No casamento não é diferente. Há fases quentes e ensolaradas onde as bênçãos e alegrias são incontáveis. Mas há os dias gelados, de luto, dor, crise financeira, opiniões divergentes e lágrimas. E da mesma forma que agasalhos, cobertores e sopa quente nos ajudam a atravessar o inverno, a Palavra de Deus e uma boa dose de coerência nos ajudam a transpor as geadas do casamento!
Com carinho,
Mell Jacintho






sábado, 29 de agosto de 2009

A moda agora é...



Recentemente pedi que meus alunos, que têm entre três e cinco anos, me ensinassem uma música. Eles concordaram e minutos depois cantaram:
“Beijo na boca é coisa do passado
A moda agóia (agora) é namoiá (namorar)...”
Você já deve ter ouvido esta música, que os pequenos, que mal sabem falar, já decoraram. Ela retrata a concepção que a sociedade tem de namoro, ou seja, igualam-no ao sexo.
Muitos não cristãos vêem o sexo como uma função corporal, tão satisfatória e comum quanto um espirro.
Já Deus diz:
“Honre o casamento, e guarde a santidade da intimidade sexual entre o marido e a esposa” Hb 13.4 (versão norte americana THE MESSAGE)
Deus projetou nossa sexualidade como uma expressão fisica da unidade do casamento. Ele a guarda cuidadosamente e coloca muitas condições, pois a considera preciosa. Um homem e uma mulher que comprometem suas vidas um ao outro no casamento ganham o direito de expressarem-se sexualmente. Mas se você não está casado com alguém, não tem direito sobre o corpo daquela pessoa, nenhum direito à intimidade sexual.
A honra em relação a santidade da sexualidade entre marido e mulher começa enquanto ainda estamos solteiros, não só depois do casamento. Isso inclui não só a pureza sexual mas também o cuidado com expressões menores de intimidade física (beijos, abraços, carícias).
Se, como cristãos, estamos comprometidos com a pureza, devemos estabelecer padrões muito altos. Como mencionamos, a pureza não é expressa somente por uma decisão, mas por atitudes que não comprometam nossos valores. Muitos namorados decidem pela pureza sexual, mas se colocam em situações que se opõe a sua decisão.
Talvez você acredite que restringir as expressões de intimidade física no seu relacionamento romântico o tornará enfadonho. Entretanto, quando você tira os olhos do aspecto físico pode desenvolver outras áreas de seu relacionamento (espiritual, emocional, social e intelectual). Afinal, não é porque lábios se encontraram que corações se uniram. O relacionamento físico não é igual ao amor. Concentrar-se no físico é perigoso. Deus exige pureza sexual. E Ele faz isso para o nosso próprio bem. Envolvimento físico pode distorcer a perspectiva de cada um dos namorados e levá-los a decisões erradas. Deus sabe que levaremos as memórias de nosso envolvimento físico do passado para o casamento. Ele não quer que vivamos com culpa ou remorso.
Faça de seu romance um solo para plantar as sementes de um relacionamento que vai durar a vida toda. Pratique a bondade, paciência, a humildade, a cortesia, a gentileza, a mansidão, o perdão. Aprenda a colocar as necessidades da pessoa com quem está se relacionando acima das suas. Saiba alegrar-se com as conquistas e sucessos do outro. Acima de tudo, cultive um relacionamento que possa resistir às pressões e provações. Em outras palavras, COMPROMETA-SE., da mesma forma que Deus se compromete conosco.
“Tudo sofre tudo crê, tudo espera e tudo suporta” 1 Co 13.7

sexta-feira, 26 de junho de 2009

UM AMOR PARA VIDA TODA - PARTE 2



A direção da pureza


Certa vez Agostinho orou: “Faz-me casto...mas ainda não.” Como ele, nós temos uma consciência que nos acusa, mas uma vida que não revela mudanças.
A verdadeira pureza, no entanto, é uma direção, uma busca persistente e determinada pela retidão. Esta direção começa no coração e é expressa por um estilo de vida que foge das oportunidades de comprometer nossos valores.
A impureza não é algo em que se entra de repente. Ela começa quando tiramos o foco de Deus. Foi isso que aconteceu com Davi, em pouco tempo ele caiu da condição de “homem segundo o coração de Deus” para adultero e assassino. E tudo começou porque ele não estava onde deveria estar. Em vez de ir para o campo de batalha comandar seu exercito, preferiu ficar em casa. Seu segundo passo foi observar uma mulher se banhando e agasalhar pensamentos e fantasias em relação a ela. Por fim, sucumbiu a seus desejos e mandou buscá-la. o inocente pastor de ovelhas era agora um adultero. Como percebemos na historia de Davi, o pecado começa na nossa mente e coração.

“Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.” Mt 5.28

A verdadeira pureza implica em decisão e atitude. É um processo continuo que envolve a parceria de nossos corações e nossos pés. A verdadeira pureza foge o mais rápido e o mais longe possível do pecado e do comprometimento dos seus valores. Devemos nos lembrar que não impressionamos a Deus quando brincamos com o pecado, tentando mostrar-Lhe até onde podemos resistir. Nós o impressionamos quando em obediência a Ele fugimos de “toda aparência do mal”.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Um Amor Para a Vida Toda


Quem não se divertiu com as trapalhadas de Cabeção, personagem de Sérgio Hondjakoff, na série Malhação da TV Globo? O jovem queria “arrumar uma namorada” de qualquer jeito e nessa busca se envolveu em engraçadas confusões. Mas o que Cabeção queria não era um amor para vida toda e sim alguém que pudesse, a curto prazo, satisfazer suas necessidades emocionais e, principalmente, físicas. E Cabeção não era a única personagem que apresentava problemas em seus relacionamentos românticos, a trama retrata os “rolos” de vários jovens que entram e saem de relacionamentos com a mesma facilidade com que trocam de roupas.
Se é verdade que a vida imita a arte, não sei, mas posso afirmar que a semelhança das personagens da Malhação, a transitoriedade nos relacionamentos é uma característica que vem se acentuando, na sociedade, em geral, e particularmente dentro das igrejas.
A maneira de Deus ou de Cabeção?

A sociedade soletra a palavra romance da seguinte forma: D-I-V-E-R-S-Ã-O. Já Deus, como: C-O-M-P-R-O-M-I-S-S-O.
A maioria dos jovens e adolescentes pensa em se divertir, relacionando-se romanticamente e um dia “bem lá na frente”, encontrar sua “metade”, apaixonar-se e viver feliz para sempre. Acontece que as coisas não funcionam exatamente assim, os relacionamentos geram dependência emocional. Uma garota definiu essa situação da seguinte forma:
“Aos quinze anos eu já havia namorado e terminado várias vezes. Meu coração estava em pedaços. Era como se eu tivesse casado e me divorciado inúmeras vezes.” Ao nos relacionarmos com outros hoje, adquirimos padrões que levaremos conosco para o casamento. É por isso que devemos aprender a praticar o amor baseado no compromisso. A fidelidade conjugal não começa apenas no casamento. No livro de Cantares lemos a figura de um jardim para descrever a noiva que soube se guardar até o casamento:
“Jardim fechado és tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada” Ct 4.12
Mais tarde, o texto descreve como sendo um muro, resistente às seduções, em contraste com uma porta que deixa qualquer um entrar (Ct 8. 8-10), ou seja, ela reservou-se exclusivamente para seu marido (tanto física quanto emocionalmente), mesmo antes de conhece-lo.
O namoro como nossa geração tem praticado não nos dá base para o casamento, parece mais um campo de preparo para o divorcio. Não podemos praticar um compromisso por toda a vida em uma serie de relacionamentos de curta duração.
É claro que você não é obrigado a se casar co a primeira pessoa com quem achar romance e intimidade. Embora conheçamos pessoas que se casaram com a primeira pessoa com quem desenvolveram um relacionamento, é provável que, muitos de nós, não sigamos o mesmo caminho. Mas isso não é desculpa para fazer do relacionamento romântico um fim em si mesmo, ou seja, o romance pelo romance. Isso é irresponsabilidade e egoísmo. Se você não está pronto para considerar o casamento ou não está verdadeiramente interessado em se casar com determinada pessoa, por que encorajá-la a depender de você ou pedi-la para suprir suas necessidades?
“Não acordeis , nem desperteis o amor até que este o queira” Ct 2.16
Três vezes em momentos de intensa paixão entre a noiva e o noivo, ela aconselha suas amigas sobre a natureza do amor verdadeiro. (Ct 2: 7; 3.5; 8.4).
O verdadeiro amor sabe esperar, e por isso, pode desfrutar ao Maximo das alegrias que Deus sonhou para o casal. O amor verdadeiro não é precipitado, precoce, adiantado ou impaciente. Não precisa manipular situações para “ganhar” o amor. Não precisa baixar seus padrões morais com medo de perder o outro.
Por que muitos se precipitam? São varias as razoes, a pressão da “turma”, pode ser uma delas. Mas creio que a principal é a falta de confiança no amor e nos propósitos de Deus.
Depois de aceitar Jesus como salvador, a escolha mais importante que você fará será a pessoa com quem irá se casar. É muito fácil visualizar Deus nos orientando quanto à vida profissional ou ministerial, mas não é tão fácil imaginá-lo escolhendo nosso cônjuge. Alguns acham que Deus não sabe do que gostamos e que nos arrumará um cônjuge muito espiritual, mas que iremos detestar. Outros acham que Ele está ocupado demais resolvendo os conflitos entre árabes e palestinos para se preocupar com uma coisa tão “insignificante” assim. Mas a verdade é que Ele se preocupa mais com isso do que nós mesmos. Seus planos não se frustram, Ele nos conhece melhor do que nós mesmos e não quer nos ver infelizes.
“Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor, planos de paz e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.” Jr 29.11