quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Encontrei esse texto no blog do  Teólogo, escritor e Pastor da   Ed René Kivitz
Vale conferir:




Sugestões para 2011

#1
Não assuma compromissos do tipo “vou iniciar uma dieta”, “vou começar alguma atividade física”, “vou terminar o curso de inglês”. Esse tipo de coisa serve apenas para acumular culpa e frustração sobre os seus ombros.
#2
Não acredite nesse pessoal que diz que “sem meta você não vai a lugar nenhum”. Pergunte a eles por que, afinal de contas, você tem que ir a algum lugar. Trate esses “lugares futuros imaginários” apenas como referência para a maneira como você vive hoje – faça valer a caminhada: se você chegar lá, chegou, se não chegar, não terá do que se arrepender. A felicidade não é um lugar aonde se chega, mas um jeito como se vai.
#3
Não pense que você vai conseguir dar uma guinada na vida apenas mudando o seu visual. É a alegria do coração que dá beleza ao rosto, e não a beleza do rosto que dá alegria ao coração.
#4
Não faça nada que vá levar você para longe das suas amizades verdadeiras. Amizades levam um tempão para se consolidar e um tempinho para esfriar, pois assim como a proximidade gera intimidade, a distância fragiliza os vínculos.
#5
Não fique arrumando desculpas nem explicações para as suas transgressões. Quando cometer um pecado, assuma, e simplesmente diga “fiz sim, me perdoe”. Comece falando com Deus e não pare de falar até que tenha encontrado a última pessoa afetada pelo que você fez.
#6
Não faça nada que cause danos à sua consciência. Ouça todo mundo que você confia, tome as suas decisões, e assuma as responsabilidades. Não se importe em contrariar pessoas que você ama, pois as que também amam você detestariam que você fosse falso com elas ou se anulasse por causa delas.
#7
Não guarde dinheiro sem saber exatamente para que o está guardando. Dinheiro parado apodrece e faz a gente dormir mal. Transforme suas riquezas em benefícios para o maior número de pessoas. É melhor perder o dinheiro que ocupa seu coração, do que o coração que se ocupa do dinheiro.
#8
Não deixe de se olhar no espelho antes de dormir. Caso não goste do que vê, não hesite em perder a noite de sono para planejar o que vai fazer na manhã seguinte. Ao se olhar no espelho ao amanhecer, lembre que com o sol chega também a misericórdia de Deus: a oportunidade de começar tudo de novo.
#9
Não leve mágoas, ressentimentos e amarguras para o ano novo. Leve pessoas. Sendo necessário, perdoe ou peça perdão. Geralmente as duas coisas serão necessárias, pois ninguém está sempre e totalmente certo. Respeite as pessoas que não quiserem fazer a mesma viagem com você.
#10
Não deixe de se perguntar se existe um jeito diferente de viver. Não acredite facilmente que o jeito diferente de viver é necessariamente melhor do que o jeito como você está vivendo. Concentre mais energia em aprender a desfrutar o que tem do que em desejar o que não tem.
#11
Não deixe o trabalho e a religião atrapalharem sua vida. Cante sozinho. Leia poesias em voz alta. Participe de rodas de piada. Não tenha pressa de deixar a mesa após as refeições. Pegue crianças no colo. Ande sem relógio. Fuja dos beatos.
#12
Não enterre seus talentos. Nem que seu único tempo para usá-los seja da meia noite às seis. Ninguém deve passar a vida fazendo o que não gosta, se o preço é deixar de fazer o que sabe. Útil não é quem faz o que os outros acham importante que seja feito, mas quem cumpre sua vocação.
#13
Não crie caso com a mulher ou com o marido. Nem com o pai nem com a mãe. Nem com o irmão nem com a irmã. Caso eles criem com você, faça amor, não faça a guerra. O resto se resolve.
#14
Não jogue fora a utopia. Ninguém consegue viver sem acreditar que outro mundo é possível. Faça o possível e o impossível para que esse outro mundo possível se torne realidade.
#15
Não deixe a monotonia tomar conta do seu pedaço. Ninguém consegue viver sem adrenalina. Preste bastante atenção naquilo que faz você levantar da cama na segunda-feira: se for bom apenas para você, jogue fora ou livre-se disso agora mesmo. Caso não queira levantar da cama na segunda-feira, grite por socorro.
#16
Não deixe de dar bom dia para Deus. Nem boa noite. Mesmo quando o dia não tiver sido bom. Com o tempo você vai descobrir que quem anda com Deus não tem dias ruins, apenas dias difíceis.
#17
Não negligencie o quarto secreto onde você se encontra com seu eu verdadeiro e com Deus – ou vice-versa. Aquele quarto é o centro do mundo – o mundo todo cabe lá dentro, pois na presença de Deus tudo está e tudo é.
#18
Não perca Jesus de vista. Não tente fazer trilhas novas, siga nos passos dEle. O caminho nem sempre será tão confortável e a vista tão agradável, mas os companheiros de viagem são inigualáveis.
#19
Não caia na minha conversa. Aliás, não caia na conversa de ninguém. Faça sua própria lista. Escolha bem seus mestres e suas referências. Examine tudo. Ouça seu coração – geralmente é ali que Deus fala. Misture tudo e leve ao forno.
#20
Não fique esperando que sua lista saia do papel. Coloque o pé na estrada. Caso não saiba por onde começar, não tem problema. O sábio disse ao caminhante que “não há caminho, faz-se caminho ao andar”.
[Publicado pela primeira vez em Dezembro de 2005, mas ainda valendo]

sábado, 20 de novembro de 2010

Carta aos meus amigos recém –casados


 Queridos amigos,

Bem vindos ao maravilhoso mundo do casamento!
Um mundo cheio de descobertas, cumplicidade e alegrias.  
Mas também, um mundo onde as meias, não  caminham sozinhas para máquina de lavar, toalhas úmidas são esquecidas sobre a cama, olhares podem ferir e palavras machucam
Quero adverti-los para o fato de que vocês devem se lembrar dos dias de namoro e se conformarem com o fato de que eles passaram.
A Bíblia diz: “basta cada dia o seu mal”. Essa passagem é um ”tapa na nuca” nos lembrando que a vida é feita de fases e precisamos viver plenamente cada uma delas. Sem nostalgia, sem romantismo inocente.  Vivam com sabedoria, ou seja, saibam viver, esta fase.
Os dias de namoro se foram e tudo o que vocês têm é o dia de hoje. Com  as contas de hoje para serem  pagas, uma rotina diferente de quando eram solteiros, responsabilidades, roupas para lavar, passar e guardar. E um desafio:  amar seu cônjuge em meio a tudo isso!
Algum dia vocês poderão acordar e pensar: “você não é mais a pessoa com quem me casei”.  Não se assustem! A vida imprime novidades ao nosso caráter. Seu cônjuge, daqui há algum tempo,  será diferente do que era  e querendo ou não você também fará  parte dessas mudanças!
 Quero encorajá-los  a encontrarem alternativas, dentro de suas condições financeiras, sua realidade, rotina e estilo de vida, para desenvolverem uma comunicação saudável e a manterem o romantismo.  Quero animá-los para que nos dias em  que estiverem sobrecarregados pela rotina,  no decorrer dos anos, que não sejam saudosistas em relação aos dias de namoro, mas para que se descubram novamente . Quero desafiá-los - a se apaixonarem pelo que essa pessoa é hoje, por tudo que já viveram, pelas marcas que imprimiram no caráter um do outro.
Nós que vivemos aqui no sul do Brasil temos o privilégio de observar as quatro estações do ano de forma bem definida. Nos animamos com o anuncio do verão durante a primavera. Aproveitamos dias mais longos e curtimos as praias nos dias quentes de verão. Percebemos o anuncio dos dias gelados, durante o outono. E quase congelamos no inverno.
No casamento não é diferente. Há fases quentes e ensolaradas onde as bênçãos e alegrias são incontáveis. Mas há os dias gelados, de luto, dor, crise financeira, opiniões divergentes e lágrimas. E da mesma forma que agasalhos, cobertores e sopa quente nos ajudam a atravessar o inverno, a Palavra de Deus e uma boa dose de coerência nos ajudam a transpor as geadas do casamento!
Com carinho,
Mell Jacintho






sábado, 13 de novembro de 2010

O Tio do Meio

No ano passado, dois de meus tios tiveram câncer. Contei neste espaço sobre o exemplo de fé que um deles nos deu. Mas no quesito fé e maturidade cristã, o tio “do meio” não ficou para trás.
Durante o tratamento meu tio retomou sua caminhada com Cristo. Em uma de nossas conversas ele me disse:

“ Sei que Deus pode me curar! E não questiono o porquê de não o ter feito ainda. Por outro lado,  sei que nem sempre as pessoas são curadas. Isso é um fato. Isso é a vida. E nada tem a ver com fé ou caráter. Tem a ver com o tempo e propósito de Deus para cada um.
Não posso mudar a vontade de Deus sobre o tempo que tenho, se a vida inteira, caso seja curado, um mês ou um ano. Também não posso saber como será o fim. Tudo que sei é sobre o dia que tenho. E vou encarar cada dia que Deus me der como um milagre. Não vou fazer grandes planos. Meu plano agora é o seguinte: vou ser um bom pai,  um bom esposo e vou procurar ser um cara melhor.”

Nos meses que se seguiram ele cumpriu sua promessa. E em dezembro partiu.
Não há um dia sequer, desde então, que não lembre sobre nossa conversa. E na maturidade com que encarou esse longo deserto.
“Em que está alicerçada minha vida cristã?” É a questão que vem a minha mente quando pondero sobre isso. E minha oração, desde então, tem sido essa:

Senhor,
 Não quero que minha vida cristã esteja pautada em experiências religiosas, em arrepios, sentimentos e emoções.
Quero  esse tipo de fé que não se abala com pneus furados, filhos que adoecem no meio  da noite ou encanamentos entupidos. Não uma fé que emerge das profundezas apenas para derrubar grandes gigantes. Quero esse tipo de fé que sabe estar contente tanto na pobreza quanto na riqueza. Quero este tipo de fé que atravessa o câncer e o anda pelo vale da sombra da morte. Não quero ser alguém   que julga o próximo, antes se importa em ser melhor.

sábado, 23 de outubro de 2010

Você se importa?

“o homem vê a aparência , mas o Senhor vê o coração” I SM 16.7

Em nosso primeiro encontro com Davi o vemos cuidando das ovelhas. É um belo adolescente, saudável , sorridente e obediente a seu pai. Mas não tem atributos suficientes para ser ungido rei de Israel. Seus irmãos, Eliabe, Abinadabe ou Samá pareciam perfeitos: Belos, fortes com excelente currículo.
 Não, para o Senhor. Deus viu algo especial, que não conseguimos enxergar, no simpático jovenzinho de Belém: Ele viu o seu coração.
Deus viu o que ninguém viu: um coração que o buscava . Davi, apesar de todos os seus defeitos, buscava Deus. Ele buscava o coração de Deus.
Você, adolescente, é um escolhido também. Talvez , como Davi, também concorde que há outros melhores. Entretanto, Deus viu algo especial em você!

Não perca a preciosa lição deste texto, muito tempo se passou até que Davi finalmente assumiu o trono. Ele foi perseguido, humilhado, traído, mas não perdeu a esperança na promessa que Deus o fizera.  Não perca também. 

domingo, 17 de outubro de 2010

DAVI





Uma das características do Antigo Testamento é sua natureza biográfica. por conta disso, é possível acompanhar a vida de um personagem por um longo tempo e assim observar seu relacionamento com Deus, família, amigos e inimigos. E como em toda boa biografia somos informados sobre os deslizes do personagem, suas falhas de caráter, seus medos e derrotas.

E é desta forma que conhecemos Davi através do livro de 2 Samuel. A história deste homem é fascinante, pois ele foi considerado "o homem segundo o coração de Deus". Ao lermos sobre sua vida descobrimos que o coração que Deus amava era cheio de altos e baixos.

Para àqueles que examinam a Bíblia com uma lupa buscando santos imaculados, a história de Davi é decepcionante. Mas para, a maioria de nós, cujas vidas parecem uma montanha russa, marcadas por vitórias modestas e tombos arrasadores, a vida deste homem é como uma tábua de salvação. Ela nos mostra que Deus possui um gentil entendimento a respeito de nossas fraquezas e que nos ama como somos, não como deveríamos ser. Entretanto, Deus não faz vista grossa em relação as nossas falhas, contudo nos dá graça para vencermos a cada uma delas.

sábado, 11 de setembro de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Os nomes de Deus

Em Gênesis, ele aparece como ELOHIM que significa alguém forte ou criador.
Jacó o chamou de Jeová-Raah, um afetuoso pastor.
Abraão tinha um nome diferente para Deus: Jeová –Jiré, o Senhor que provê.
Gideão foi escolhido por Deus para liderar seu povo na vitória contra os medianitas. Foi como se Deus mandasse um adolescente tomar conta de um grupo de traficantes. Gideão resistiu. Mas Deus lhe deu paz. E em troca Gideão o chamou de Jeová-Shalom, o Senhor é a paz.
Moisés o chamou de Jeová-Rafá, Eu sou o Senhor que te sara (Ex. 15:26)
Leia mais dois capítulos no livro de Genesis e você verá Moisés o chamando de Jeová-Nissi, o Senhor é a minha Bandeira (Ex.: 17:8-16).
Estes são apenas alguns dos nomes de Deus que descrevem seu caráter.  
Como afirmou Max Lucado:

Quando você está confuso quanto ao futuro, vá para seu Jeová-Raá, seu afetuoso pastor. Quando estiver ansioso por provisões, fale co Jeová-Jiré, o Senhor que provê. Seus desafios são grandes demais? Busque ajuda com Jeová-Shalom, o Senhor é a paz. Seu corpo está doente? Suas emoções enfermaram? Jeová-Rafá, o Senhor que te cura, o examinará imediatamente.


domingo, 28 de março de 2010

A importância de um nome

Talvez você esteja admirado de como um estudo sobre os nomes de Deus pode ajudar a entendê-Lo. Deixe me explicar:
Imagine que tivéssemos uma conversa em 1993 e você me perguntasse:" Quem é Melissa?". Eu lhe responderia : "ela é a neta da amiga da minha avó".
Se você fizesse a mesma pergunta dois anos depois e eu lhe diria : "ela é uma colega que está se recuperando de um acidente".
Estamos agora em 1998, faça mais uma pergunta, e eu lhe diria que ela é uma grande amiga.
Estamos agora no verão de 2004. Faça mais uma pergunta, e eu lhe direi que ela não sai da minha cabeça. E no fim do verão, eu lhe diria que ela é minha namorada.
Três verões se passam e ela agora é minha noiva.
Agora é julho de 2007.
- Se conheço Melissa Pereira? Não, mais conheço Melissa Jacintho. Ela é minha esposa !

Em 14 anos, meu relacionamento com Melissa tornou-se mais complexo. E com cada mudança veio um novo nome. Ela foi de conhecida à amiga, depois a paquera, a namorada, a noiva e a esposa. Logicamente, a sucessão de nomes continuou. Agora ela é confidente e um dia, mãe dos meus filhos. Quanto mais a conheço, mais nomes lhe dou.
E quanto mais o povo de Deus vem a conhecê-lo, mais nomes lhe dá.

terça-feira, 23 de março de 2010

“...que estás”

...Estás...


Deus está. Não é Deus estava. Não é Deus estará. Não é Deus poderia estar, ou deveria estar, mas Deus está. Ele é o Deus do tempo presente.
Porque será que Jesus nos ensina a começar nossas orações desta forma? O Pai nosso não é um modelo de oração a ser repetido, como já mencionamos. Jesus começa nos ensinando quem Deus é. Quando oramos com essa certeza em nossos corações (Quem Deus é) nossas necessidades e aflições se tornam menores. Pois percebemos, “que aquilo que está acima de nossas cabeças está debaixo dos pés do Senhor”.
Já falamos sobre o pai. Hoje discutiremos sobre seu caráter.
Certa vez, Deus mandou um homem retirar o povo da servidão dos egípcios. Desconfiados, os pobres escravos perguntam ao homem em nome de que deus ele vinha. Eles queriam um nome, uma credencial, um título. Deus então lhes manda um recado: “ Eles querem um nome? Um título? Pois bem, Moisés, diga a eles que o Eu Sou (Estou) lhe enviou.”
“Eu Sou?” – Retrucaram.
“Eu Sou o que sou.” – Bradou Deus.
Em outras palavras: EU SOU tudo aquilo que você precisa.
Saber que estamos orando Àquele que é tudo que nós precisamos nos dá segurança, não é mesmo?
No antigo testamento existem mais de oitenta nomes para Deus. Cada um deles revelam uma pedra diferente do caráter de Deus.

segunda-feira, 22 de março de 2010

“Senhor, ensina-nos a orar”



Certa vez, comprei um livro sobre oração. Era uma espécie de manual, tipo “aprenda a orar em 1 mês”. Os primeiros cinco dias foram empolgantes. No sétimo comecei a desanimar. No décimo quinto dia, já não conseguia me lembrar do primeiro passo.
Depois de algumas frustrantes tentativas comecei a perceber que orar é muito mais que um conjunto de regras. Orar é relacionar-se com Deus.
Da mesma forma que nós temos algumas dúvidas sobre a oração, os discípulo também tiveram. E pediam a Jesus que os ensinassem a orar ( Luc 11.1).
Em Mateus 6. 9-13 e em Lucas 11.1-4 o Senhor nos orienta sobre a oração. Nas próximas semanas, vamos estudar esses versículos.
Mas lembre-se, “orar é relacionar-se com Deus,  nosso objetivo, ao estudar este assunto, não é transformar a prática da oração em uma receita de bolo: “faça isso, acrescente aquilo”.
Se nosso desejo é aprender a orar, devemos fazer como os discípulos: Pedir que Jesus nos ensine!

terça-feira, 16 de março de 2010

Oração





É impossível viver a vida cristã sem orar. A falta de oração, para o cristão, é como a falta de comunicação em um casamento.
            Mas temos que reconhecer que nem sempre oramos como e o quanto gostaríamos. Sonhamos em ser como aqueles aviões 745, grandes e potentes, entretanto, no que se refere a oração, mais parecemos aqueles aviõezinhos pulverizadores de plantações que voam baixo e não são tão potentes.
            Será que podemos melhorar? Será que algum dia poderemos voar mais alto? Cremos que sim. Por isso, nos próximos meses, estaremos estudando sobre esse assunto com o Grupo de Adolescentes da Brava. Vamos postar algumas idéias aqui no blog. Estude conosco! Envie suas idéias e experiências!
Um abraço.
Gil e Mell

segunda-feira, 15 de março de 2010

“Pai nosso...”



Jesus diz que devemos começar nossas orações chamando a Deus de Pai. É como se o Senhor estivesse dizendo aos discípulos: “Em primeiro lugar, você tem que saber com quem está falando, você está falando com seu Pai”
Na época, chamar a Deus desta forma foi revolucionário. Nos dias de Jesus as pessoas levavam o nome de Deus a sério. Se alguém fosse escrever o nome de Deus deveria se purificar e lavar-se antes. Após escrever deveria jogar a pena fora.
A palavra “Abba” que significa Pai e foi usado por Jesus no texto, era utilizada no cotidiano, nas relações domésticas, empregada especialmente por crianças. Entender  este contexto é perceber que Jesus nos autoriza a falar com o Pai celeste de uma forma mais íntima, mais familiar.
            



Roubaram minha bike



É impressionante como a Palavra de Deus é “viva e eficaz”. Ontem na reunião dos adolescentes comentamos sobre a oração que Jesus nos ensinou, sobre as faces do caráter de Deus reveladas através dela, e em especial sobre os nomes de Deus.
Hoje, pela manhã, descobrimos que nossas bicicletas foram roubadas. Nosso fim de semana foi uma soma de pequenos aborrecimentos que nos deixaram chateados e desanimados.
A maioria dos “terremotos” que surgem em nossas vidas não são pontuados pela escala Richter, porém afetam nossa rotina e tiram as coisas do lugar. Em outras palavras, não enfrentamos gigantes como Davi; não atravessamos desertos como Moisés e os israelitas; talvez não sejamos convocados para liderar uma batalha contra um exército inimigo, como Gideão; mas temos nossas bicicletas roubadas, o vestibular, relacionamentos tumultuados com familiares, crises financeiras, desemprego, decepções amorosas, contas para pagar, saúde fragilizada e _________________________(escreva a sua ).
Mas seja qual for a situação o Senhor está conosco. E Ele é tudo o que nós precisamos.
Neste domingo Ele foi Jeová Shalom em nossas vidas, nos dando “a paz que excede todo entendimento”. Foi também Jeová- Raah, e como um afetuoso pastor, nos assegurou que tudo ficaria bem, afinal somos suas ovelhas!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ajuste seu relógio





 Nesta manhã sai no horário habitual de casa, para ir ao trabalho. Ainda estava escuro e havia uma brisa fresca. Notei que não haviam muitos carros na rua, estranho para uma segunda-feira.
Passei em frente a uma escola e percebi que não havia movimentação. “Mal começou o ano e já não tem aula. É por isso que  a educação vai de mal a pior” – pensei.
A panificadora estava fechada também. “Meu Deus! Será que aconteceu alguma coisa com os donos? A essa hora eles já deveriam ter aberto.”
Que segunda-feira mais esquisita, parece até feriado. Tem algo errado. Peguei meu celular e telefonei para casa. Meu esposo atendeu: “Amor, o que você está fazendo às 6h30 da manhã na rua?”
Agora tudo fazia sentido. Eu havia esquecido de ajustar meu relógio. O horário de verão terminara e eu não ajustara o relógio. O mundo não estava errado. Eu é quem estava com os ponteiros do relógio adiantados.
Há dias em que agimos exatamente, como agi essa manhã, como se o mundo inteiro estivesse errado e nós certos. Vamos vivendo e não questionamos a estranheza dos fatos. Vamos seguindo, afinal, são os outros que estão desajustados, não nós.
São nossos pais que não nos entendem e não nós quem os desonramos. É o patrão  quem pega no  pé, e não nós que somos relapsos em nosso trabalho. Nossos amigos são teimosos, nunca nós os que não cedem.
Será que são os outros que realmente  estão errados? Será que nossas atitudes não estão desajustadas? Pense nisso. E se for o caso, pegue sua bike e faça o caminho de volta. Foi o que fiz.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Vivendo na contra mão







Quando tinha catorze anos sofri um grave acidente de trânsito, tive várias fraturas e perdi a visão do olho direito. Na época encontrei consolo nas palavras de 2Corintios 12.
Um ano após esse acidente apareceu em minha cidade um desses pastores “fenomenais”  e muito “ungidos” que oram por cura e as pessoas recebem milagres instantaneamente . Participei das palestras. No último dia de “campanha” uma  piedosa irmã,que sabia do que havia acontecido comigo, me empurrou lá para frente. O pastor então orou por mim: “Você está vendo agora, irmã?”  “Não”- respondi. Ele me metralhou com aquele olhar “falta-lhe fé” e então preencheu o receituário: “Vou lhe dar sete dias! Daqui a sete dias você ficará curada. Aleleuia! Você crê?” Respondi que sim e fui para casa esperar o meu milagre.
Passei a semana em oração e  jejum. Como se o milagre dependesse de mim. Mas afinal o pastor disse que eu precisava crer.  Eu era uma adolescente de quinze anos, começando minha vida com Cristo e sem os calos emocionais de um adulto.
O dia marcado chegou: abri os olhos pela manhã. Fechei o esquerdo para ver se via algo com o direito. E adivinhe: nada aconteceu. “quem sabe depois da aula?”
Fui para a escola e passei a manhã tentando copiar as tarefas com o olho esquerdo fechado. E é claro fiquei sem a tarefa daquele dia. Corri para a casa e passei a tarde orando. A noite chegou e nada aconteceu. Fiquei confusa por algum tempo, imaginando que minha fé não era grande o bastante; talvez se eu tivesse participado do desafio , se eu tivesse pego o envelope e contribuído;  ou que não era adequada e outras bobagens como essas.
Depois desse episódio passei a caminhar na contra mão. Encontrei-me com o apóstolo Paulo e seu “espinho na carne”. Encontrei-me também com Joni Eareckson Tada, que ainda adolescente ficou tetraplégica. Encontrei – me também com o Sr. Spafford que após perder seus filhos em um naufrágio e seu patrimônio em um incêndio escreveu a canção Sou feliz com Jesus.
            Não sou contra milagres. Acredito neles. Mas aprendi que nem sempre triunfamos. Aprendi que por mais alto que cantemos “vai dar tudo certo, em nome de Jesus”. Nem sempre as coisas acontecem como planejamos. A vida cristã não é uma vida imune a problemas e tragédias. E crer não significa manipular Deus. Mas poder proclamar com convicção:

Se paz a mais doce me deres gozar  
Se dor a mais forte sofrer 
Oh seja o que for Tu me fazes saber 
Que feliz   com       Jesus sempre sou

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O povo da caverna Você vai partilhar a luz?




por Max Lucado


Há muito tempo atrás, ou talvez nem tanto assim, havia uma tribo em uma caverna fria e escura. Os moradores da caverna se amontoavam e choravam por causa do frio. Eles lamentavam em alta voz e por muito tempo. Era tudo que faziam. Era tudo que sabiam fazer. Os sons na caverna eram de pranto, mas as pessoas não sabiam disso, pois nunca tinham conhecido a vida.

Mas então, um dia, eles ouviram uma voz diferente. “Eu ouvi o choro de vocês,” ela declarou. “Eu senti seu frio e vi sua escuridão. Eu vim para ajudar.”

O povo da caverna ficou imóvel. Eles nunca tinham ouvido essa voz. A ajuda soou estranha aos seus ouvidos. “Como podemos saber que você veio para ajudar?”

“Acreditem em mim,” ele respondeu. “Eu tenho o que vocês precisam.”

O povo da caverna observou atentamente a figura do desconhecido através da escuridão. Ele estava empilhando alguma coisa, depois se abaixando e empilhando mais.

“O que você está fazendo?” alguém gritou, nervoso.

O desconhecido não respondeu.

“O que você está fazendo?” alguém gritou mais alto ainda.

Ainda sem resposta.

“Diga-nos!” ordenou o terceiro.

O visitante parou e falou na direção das vozes. “Eu tenho o que vocês precisam.” Ele se virou para o amontoado e o acendeu. A madeira foi iluminada, as chamas saíram com ímpeto e a luz encheu a caverna.

O povo da caverna ficou com medo.” Apague isso!” eles gritaram. “Dói ver.”

“A luz sempre incomoda antes de ajudar,” ele respondeu. Cheguem mais perto. O incômodo vai passar logo.”

“Eu não,” disse uma voz.

“Nem eu,” concordou a segunda.

“Só um tolo iria arriscar expor seus olhos a essa luz.”

O desconhecido parou perto do fogo. “Vocês preferem a escuridão? Vocês preferem o frio? Não fiquem com medo. Dêem um passo de fé.”

Por um longo tempo ninguém falou. As pessoas andavam em grupos cobrindo seus olhos. A pessoa que fez a fogueira ficou perto do fogo. “Está quente aqui,” ele convidou.

“Ele está certo,” disse alguém que estava atrás dele. “Está mais quente.” O desconhecido se virou e viu um vulto andando devagar na direção do fogo. “ Posso abrir meus olhos agora, “ ela falou. “Eu posso enxergar.”

“Venha mais perto,” convidou a pessoa que fez a lareira.

Ela foi. Ela entrou na área iluminada. “Está tão quente!” ela estendeu suas mãos e suspirou quando seu frio começou a passar.

“Venham, todos! Sintam o calor,” ela convidou.

“Quieta, mulher!, gritou um dos moradores da caverna. “Como você ousa nos levar à sua loucura? Vá embora e leve sua luz com você.”

Ela se virou para o desconhecido. “Por que eles não vem?”

“Eles escolheram o frio, apesar de ser frio, é o que eles conhecem. Eles preferem sentir frio do que mudar.”

“E viver na escuridão?”

“E viver na escuridão.”

A mulher que agora estava aquecida ficou em silêncio. Olhou primeiro para a escuridão e depois para o homem.

“Você vai deixar o fogo?” ele perguntou.

Ela parou e depois respondeu, “Não posso. Não posso suportar o frio.” E ela falou de novo. “Mas também não posso pensar no meu povo na escuridão.”

“Você não precisa,” ele respondeu, retirando um galho da fogueira. “Leve isto pro seu povo. Diga que a luz está aqui, e que ela é quente. Fale que a luz é para todos que a queiram.”

Então ela pegou a pequena chama e entrou na escuridão.


FONTE: MAX LUCADO, OUVINDO DEUS NA TORMENTA, P 251 -253 - CPAD, 1995