sábado, 10 de outubro de 2009

O vale sombrio da morte - PARTE 5


Você não precisa enfrentar isso sozinho
Você também não tem que passar pela dor do luto sozinho. Creia-me, o Bom Pastor, estará ao seu lado consolando-o. Não há uma fórmula para reagir ou superar a morte de um ente querido. A melhor maneira de reagir É A SUA MANEIRA. Se você observar o capitulo 11 do livro de João, notará que as duas irmãs, Marta e Maria, reagiram de formas diferentes a morte do irmão. Jesus não as censurou. Ele não disse como deveriam reagir. Apenas renovou suas esperanças. Você não é, mais nem menos, espiritual ao sentir-se triste e confuso com a perda de alguém que ama.
Quando você conhece o Senhor, sabe que a morte não o fim. E talvez este seja o motivo de sua confusão. Talvez você é cristão, mas a pessoa que partiu não era. Você está em dúvidas sobre a salvação de seu ente querido. Quem garante a você, que no momento em que a morte mostrou sua carranca a esta pessoa, ela não se voltou para o Senhor. E o grande coração de Deus não rejeita alguém que clama por Ele, ainda que seja no último instante:
(RM 10:13) "Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo."
A vontade do Senhor é que todos sejam salvos. Confie no coração de Deus!
A jornada do luto é árdua. Sem explicações. Há picos e declives. Um caminho desértico e sombrio. Mas creia-me, não estamos sozinhos nele. Não precisamos fingir uma super espiritualidade. Deus está preparado para ouvir nossas perguntas e queixas. Ele não deixará de nos amar porque estamos confusos e com os corações partidos. Alguns de nós nunca superam uma perda. Outros, se habituam ao vazio. Nossa esperança está no Senhor. Não há fórmulas ou poções mágicas. De uma forma inexplicável recebemos o consolo de Deus. O importante neste tempo tão difícil é lembrar-nos de todas as vezes que Deus foi bondoso conosco. O Deus que nos abençoou no passado, continua sendo Deus hoje. O Deus que estava conosco nos dias alegres e de fartura, também está presente na escuridão e no deserto.
Que nestes dias dolorosos, nossa oração seja a mesma que a do profeta Jeremias:
(LM 3:21) "Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei."
(LM 3:22) "As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;"
(LM 3:23) "Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade."
(LM 3:24) "A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto esperarei nele."
(LM 3:25) "Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca."
(LM 3:26) "Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR."

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O vale sombrio da morte - PARTE 4






ESPERANÇA
A morte não é boa. Embora ela possa nos manter informados quanto a qualidade de
nossas vidas, ela é algo difícil de se enfrentar. Se você está prestes a olhá-la nos olhos, se
perdeu ou está para perder alguém querido, creia-me: você não precisa enfrentar a morte
sozinho.
Uma das passagens bíblicas mais lidas em ofícios fúnebres é o Salmo 23:
(SL 23:1) "O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará."
(SL 23:2) "Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas."
(SL 23:3) "Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu
nome."
(SL 23:4) "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum,
porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam."
O autor do Salmo era um pastor de ovelhas. Antes de dirigir a nação de Israel, Davi
dirigia ovelhas. O jovem pastorzinho sabia que quando os pastos da primavera estavam
tosados, era hora de procurar novos. Buscando o bem-estar de suas ovelhinhas, ele viajava
semanas até encontrar novos campos, onde permaneceriam até outono, ou até que a grama
acabasse. O caminho não era fácil. As ovelhas podiam se machucar, plantas venenosas
poderiam intoxicar o rebanho, serpentes e animais selvagens poderiam atacá-los. Mas o
bom pastor fazia o melhor para suas ovelhas. E assim ele seguia, atravessando vales
sombrios e caminhos tortuosos. O bom pastor conhecia o caminho, já o trilhou muitas
vezes. Com sua vara, tangia o rebanho, com seu cajado o protegia. Ao escrever este salmo,
Davi talvez, tivesse em mente, o fato de que quando os pastos desta terra tornam-se estéreis, o Bom Pastor, nos leva para os pastos superiores.
Ao enfrentar a morte e o luto, não estamos sozinhos. Algum tempo depois de Davi, um outro pastor de Belém afirmou:
(JO 14:2) "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar."
(JO 14:3) "E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também."
Como mencionou Max Lucado: “Ele empenha-se em levar-nos ao lar. Ele não delega esta incubência. Ele envia missionários para ensinar você, manda anjos protegerem você, professores para guiar você, mas não manda ninguém para levar você.”

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O vale sombrio da morte - PARTE 3


RENOVANDO NOSSA PERSPECTIVA SOBRE A MORTE
Que a morte é algo ruim você já sabia. Entretanto, ela pode nos dar uma nova perspectiva sobre a vida. Deus é o mestre em transformar coisas ruins em coisas boas. Não estou me contradizendo. O que quero dizer, é que a morte nos faz pensar no que realmente é importante nesta vida.
(SL 90:12) "Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios."
Uma vida de hábitos saudáveis pode alongar nossos dias. Mas no fim, há um fim.
A não ser que passemos pelo arrebatamento da Igreja, a verdade é que vamos morrer um dia. E a melhor maneira de viver, é ser honesto quanto o morte.
Quando pensamos na brevidade da vida, as coisas ganham outro significado. Quando alguém que você ama está com os dias contados , ao perceber que a ampulheta da vida está se esvaziando, as coisas mudam. As brigas perdem seu valor, para quê gastar tempo com elas? Passeios na praia ou em jardins são de valor inestimável. O por do sol ganha novas cores. E você percebe, que correr atrás de dinheiro, fama e sucesso é exaustivo e infrutífero. Você percebe, como Schindler[1], que o mais importante na vida, são as pessoas.
Não quero ser utópica, mas talvez, se pudéssemos manter essa perspectiva todos os dias, e não somente quando entramos em contagem regressiva, viveríamos mais satisfeitos.

[1] Referencia ao filme a Lista de Schidler.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O vale sombrio da morte - PARTE 2


TRAGÉDIA OU BENÇÃO?

A primeira coisa que gostaria de dividir com você, é que a morte NÃO é um dom
supremo de Deus, como alguns cristãos piedosos afirmam. A morte é consequência do pecado. Prova disso é que no Jardim do Éden não havia cemitérios. Deus jamais planejou a morte. Tudo indica que se Adão não tivesse pecado, teria completado 9004 anos no ano passado.
(RM 6:23) "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor."
Pensar na morte como sendo uma aliada de Deus, vagando pelas estradas em busca de boas almas, não é nem bíblico nem consolador. Se assim fosse, Jesus teria corrido para os braços da morte de bom grado. E não é isso que a Bíblia nos relata:
“se possível, passa de mim este cálice”
Jesus sabia da glória que o aguardava, mesmo assim, seus sentimentos a respeito da morte não eram positivos, como afirmou Jeff Walling:
“Apesar da glória que O aguardava, esses eram seus sentimentos sobre o assunto [ morte].
Isto porque Ele sabia que a morte era um inimigo de Deus e um aliado de Satanás. Ela devia ser derrotada e destronada e não domesticada e receber um lugar à mesa da família. Ela devia ser odiada e detestada, reconhecida como a ladra da alegria que é. Qualquer outra abordagem leva a inconsistências irreconciliáveis com o amor de Deus e contradições na Palavra de Deus.”[1]
Preste atenção, amigo, as pessoas morrem por causa do pecado. Deus não queria isso. Nós não gostamos de morrer. E a morte não é algo fácil de enfrentar, por mais que nos esforcemos para isso.
O homem não foi feito para morrer. Por isso é tão difícil aceitá-la.

[1] WALLING. J. Ouse Dançar com Deus; São Paulo: Quadrangular , 1996

sábado, 12 de setembro de 2009

O vale sombrio da morte


Se você já viu o cortejo se distanciando. Se você já observou a terra sendo jogado sobre esquife. Se você já tocou a lápide fria. Se você já ficou parado em meio a solidão de um cemitério, então este texto é para você.
Se você está num quarto gélido de hospital , acompanhando um querido sem esperança, então este texto, também, é para você.
Se como eu, você já ergueu os olhos para o céu e perguntou: “Por quê?” Então, este texto, é para você.
Não quero teorizar a respeito da morte. Não quero lhe dar respostas. Se você vai ler as próximas linhas procurando respostas, sinto em informá-lo, você não as encontrará. Pelo simples fato de que a morte é um mistério que nunca compreenderemos.
Quero apenas dividir minhas dúvidas. E talvez, compartilhar algumas idéias que têm me dado esperança.
Quando estamos sofrendo, a melhor maneira de amenizar a dor, é deitar sobre a ferida o bálsamo da esperança. Como disse o profeta:
“ Quero trazer a memória, aquilo que me dá esperança!” Lm 3.21

Sucesso










Durante algum tempo meu tio lutou contra um sarcoma , um câncer que ocorre em tecidos como músculo, gordura, nervos.
Nos últimos meses sua saúde ficou ainda mais frágil. E embora estivesse fraco e com muitas dores ele lutou até o último momento. Sua fé e esperança pareciam inabaláveis.
Na última vez que o vi ele me disse: “Eu continuo nesta guerra. Onde o único vencedor serei eu. Esta foi a oitava cirurgia, mas eu não posso desistir. Quero que vocês orem por mim porque eu não vou desistir.”
E ele não desistiu. E enquanto esteve no hospital compartilhou sua fé em Cristo e esperança com outros doentes, seus familiares, médicos e enfermeiros.
No último domingo, meu tio se foi.
A morte sempre nos faz pensar na vida. Um sábio disse que se você influenciar uma vida de forma positiva, sua vida foi um sucesso.
Durante o oficio fúnebre conheci algumas pessoas a quem ele influenciou: Um viciado em drogas, a quem ele pregou, e por conta disso pode recomeçar; Um casal que tinha sérios problemas conjugais e estavam prestes a se separem, mas que através de seus conselhos ainda estão juntos; Um homem com câncer, por quem ele orou. Entre muitos outros.
Se o sábio tivesse conhecido meu tio, ele teria dito que sua vida foi mais que bem sucedida!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Solte as tiras das sandálias !


Eu tinha duas alternativas: continuar impecável e permitir que as tiras das minhas sandálias “devorassem” meus calcanhares ou soltá-las e ir arrastando as sandálias, rua à fora, até chegar em casa.
Por mais que goste de estar bem arrumadinha, por mais que eu tente evitar “pagar micos”, não tive dúvidas: soltei as tiras das sandálias.
Pouco importava o que iriam pensar de mim, não queria chegar em casa com os calcanhares machucados.
A situação de hoje me fez pensar em todas aquelas pessoas, inclusive eu, que estão na igreja sendo “esfoladas” pelas “tiras apertadas” do legalismo. Gente que se preocupa com o que os outros estão pensando. Gente que se preocupa mais com os rituais do que com as motivações do coração.
Aí me lembrei daquilo que o Pr Marcio Valadão diz: “Você tem que se preocupar em agradar ao Senhor, se você conseguir isso... o resto...é resto!”
Lembrei também da conhecida história de Davi e Mical: 2 Sm 6. 1-23
A Arca da Aliança estava de volta. Davi estava feliz, muito feliz. Finalmente o símbolo da presença de Deus estava de volta. Isso era motivo de festa. Na tentativa de trazer a Arca de volta Davi aprendera que as coisas devem ser feitas à maneira de Deus e não do homem. O rei Davi aprendera que Deus deve ser adorado do jeito Dele e não da maneira como o homem o quer adorar. Ah! Como Davi estava feliz. O rei da nação saiu a frente do povo e dançou. Seu coração estava em Deus. Sua atitude estava centrada no coração do Pai. Suas motivações não eram erradas.
Mical, esposa de Davi, o vira. A mulher ficou realmente brava com a atitude do esposo: “Como ele poderia ter feito aquilo? Agido daquela forma: Tão “povão”? O rei da nação comportando-se como um qualquer? Além disso, o que iriam pensar dele?”
Atitudes distintas com conseqüências diferentes. Mical, preocupou-se com os homens, com o que pensariam os outros. Davi, importou-se em alegrar o coração do Pai. Mical é lembrada como a mulher que ficou estéril. Davi, como o homem segundo o coração de Deus!
De que lado estamos? Como seremos lembrados? Será que somos vistos como aqueles que agem segundo o coração de Deus ou de acordo com o que esperam de nós? Nem sempre o que é bom aos olhos dos outros é garantia dos aplausos do Céu.
Desejemos isto: O Aplauso dos céus e não dos homens.
Amados, “soltemos as tiras das sandálias”, hoje, e como Davi dancemos na presença do Rei!

sábado, 29 de agosto de 2009

A moda agora é...



Recentemente pedi que meus alunos, que têm entre três e cinco anos, me ensinassem uma música. Eles concordaram e minutos depois cantaram:
“Beijo na boca é coisa do passado
A moda agóia (agora) é namoiá (namorar)...”
Você já deve ter ouvido esta música, que os pequenos, que mal sabem falar, já decoraram. Ela retrata a concepção que a sociedade tem de namoro, ou seja, igualam-no ao sexo.
Muitos não cristãos vêem o sexo como uma função corporal, tão satisfatória e comum quanto um espirro.
Já Deus diz:
“Honre o casamento, e guarde a santidade da intimidade sexual entre o marido e a esposa” Hb 13.4 (versão norte americana THE MESSAGE)
Deus projetou nossa sexualidade como uma expressão fisica da unidade do casamento. Ele a guarda cuidadosamente e coloca muitas condições, pois a considera preciosa. Um homem e uma mulher que comprometem suas vidas um ao outro no casamento ganham o direito de expressarem-se sexualmente. Mas se você não está casado com alguém, não tem direito sobre o corpo daquela pessoa, nenhum direito à intimidade sexual.
A honra em relação a santidade da sexualidade entre marido e mulher começa enquanto ainda estamos solteiros, não só depois do casamento. Isso inclui não só a pureza sexual mas também o cuidado com expressões menores de intimidade física (beijos, abraços, carícias).
Se, como cristãos, estamos comprometidos com a pureza, devemos estabelecer padrões muito altos. Como mencionamos, a pureza não é expressa somente por uma decisão, mas por atitudes que não comprometam nossos valores. Muitos namorados decidem pela pureza sexual, mas se colocam em situações que se opõe a sua decisão.
Talvez você acredite que restringir as expressões de intimidade física no seu relacionamento romântico o tornará enfadonho. Entretanto, quando você tira os olhos do aspecto físico pode desenvolver outras áreas de seu relacionamento (espiritual, emocional, social e intelectual). Afinal, não é porque lábios se encontraram que corações se uniram. O relacionamento físico não é igual ao amor. Concentrar-se no físico é perigoso. Deus exige pureza sexual. E Ele faz isso para o nosso próprio bem. Envolvimento físico pode distorcer a perspectiva de cada um dos namorados e levá-los a decisões erradas. Deus sabe que levaremos as memórias de nosso envolvimento físico do passado para o casamento. Ele não quer que vivamos com culpa ou remorso.
Faça de seu romance um solo para plantar as sementes de um relacionamento que vai durar a vida toda. Pratique a bondade, paciência, a humildade, a cortesia, a gentileza, a mansidão, o perdão. Aprenda a colocar as necessidades da pessoa com quem está se relacionando acima das suas. Saiba alegrar-se com as conquistas e sucessos do outro. Acima de tudo, cultive um relacionamento que possa resistir às pressões e provações. Em outras palavras, COMPROMETA-SE., da mesma forma que Deus se compromete conosco.
“Tudo sofre tudo crê, tudo espera e tudo suporta” 1 Co 13.7

sexta-feira, 26 de junho de 2009

UM AMOR PARA VIDA TODA - PARTE 2



A direção da pureza


Certa vez Agostinho orou: “Faz-me casto...mas ainda não.” Como ele, nós temos uma consciência que nos acusa, mas uma vida que não revela mudanças.
A verdadeira pureza, no entanto, é uma direção, uma busca persistente e determinada pela retidão. Esta direção começa no coração e é expressa por um estilo de vida que foge das oportunidades de comprometer nossos valores.
A impureza não é algo em que se entra de repente. Ela começa quando tiramos o foco de Deus. Foi isso que aconteceu com Davi, em pouco tempo ele caiu da condição de “homem segundo o coração de Deus” para adultero e assassino. E tudo começou porque ele não estava onde deveria estar. Em vez de ir para o campo de batalha comandar seu exercito, preferiu ficar em casa. Seu segundo passo foi observar uma mulher se banhando e agasalhar pensamentos e fantasias em relação a ela. Por fim, sucumbiu a seus desejos e mandou buscá-la. o inocente pastor de ovelhas era agora um adultero. Como percebemos na historia de Davi, o pecado começa na nossa mente e coração.

“Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.” Mt 5.28

A verdadeira pureza implica em decisão e atitude. É um processo continuo que envolve a parceria de nossos corações e nossos pés. A verdadeira pureza foge o mais rápido e o mais longe possível do pecado e do comprometimento dos seus valores. Devemos nos lembrar que não impressionamos a Deus quando brincamos com o pecado, tentando mostrar-Lhe até onde podemos resistir. Nós o impressionamos quando em obediência a Ele fugimos de “toda aparência do mal”.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Um Amor Para a Vida Toda


Quem não se divertiu com as trapalhadas de Cabeção, personagem de Sérgio Hondjakoff, na série Malhação da TV Globo? O jovem queria “arrumar uma namorada” de qualquer jeito e nessa busca se envolveu em engraçadas confusões. Mas o que Cabeção queria não era um amor para vida toda e sim alguém que pudesse, a curto prazo, satisfazer suas necessidades emocionais e, principalmente, físicas. E Cabeção não era a única personagem que apresentava problemas em seus relacionamentos românticos, a trama retrata os “rolos” de vários jovens que entram e saem de relacionamentos com a mesma facilidade com que trocam de roupas.
Se é verdade que a vida imita a arte, não sei, mas posso afirmar que a semelhança das personagens da Malhação, a transitoriedade nos relacionamentos é uma característica que vem se acentuando, na sociedade, em geral, e particularmente dentro das igrejas.
A maneira de Deus ou de Cabeção?

A sociedade soletra a palavra romance da seguinte forma: D-I-V-E-R-S-Ã-O. Já Deus, como: C-O-M-P-R-O-M-I-S-S-O.
A maioria dos jovens e adolescentes pensa em se divertir, relacionando-se romanticamente e um dia “bem lá na frente”, encontrar sua “metade”, apaixonar-se e viver feliz para sempre. Acontece que as coisas não funcionam exatamente assim, os relacionamentos geram dependência emocional. Uma garota definiu essa situação da seguinte forma:
“Aos quinze anos eu já havia namorado e terminado várias vezes. Meu coração estava em pedaços. Era como se eu tivesse casado e me divorciado inúmeras vezes.” Ao nos relacionarmos com outros hoje, adquirimos padrões que levaremos conosco para o casamento. É por isso que devemos aprender a praticar o amor baseado no compromisso. A fidelidade conjugal não começa apenas no casamento. No livro de Cantares lemos a figura de um jardim para descrever a noiva que soube se guardar até o casamento:
“Jardim fechado és tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada” Ct 4.12
Mais tarde, o texto descreve como sendo um muro, resistente às seduções, em contraste com uma porta que deixa qualquer um entrar (Ct 8. 8-10), ou seja, ela reservou-se exclusivamente para seu marido (tanto física quanto emocionalmente), mesmo antes de conhece-lo.
O namoro como nossa geração tem praticado não nos dá base para o casamento, parece mais um campo de preparo para o divorcio. Não podemos praticar um compromisso por toda a vida em uma serie de relacionamentos de curta duração.
É claro que você não é obrigado a se casar co a primeira pessoa com quem achar romance e intimidade. Embora conheçamos pessoas que se casaram com a primeira pessoa com quem desenvolveram um relacionamento, é provável que, muitos de nós, não sigamos o mesmo caminho. Mas isso não é desculpa para fazer do relacionamento romântico um fim em si mesmo, ou seja, o romance pelo romance. Isso é irresponsabilidade e egoísmo. Se você não está pronto para considerar o casamento ou não está verdadeiramente interessado em se casar com determinada pessoa, por que encorajá-la a depender de você ou pedi-la para suprir suas necessidades?
“Não acordeis , nem desperteis o amor até que este o queira” Ct 2.16
Três vezes em momentos de intensa paixão entre a noiva e o noivo, ela aconselha suas amigas sobre a natureza do amor verdadeiro. (Ct 2: 7; 3.5; 8.4).
O verdadeiro amor sabe esperar, e por isso, pode desfrutar ao Maximo das alegrias que Deus sonhou para o casal. O amor verdadeiro não é precipitado, precoce, adiantado ou impaciente. Não precisa manipular situações para “ganhar” o amor. Não precisa baixar seus padrões morais com medo de perder o outro.
Por que muitos se precipitam? São varias as razoes, a pressão da “turma”, pode ser uma delas. Mas creio que a principal é a falta de confiança no amor e nos propósitos de Deus.
Depois de aceitar Jesus como salvador, a escolha mais importante que você fará será a pessoa com quem irá se casar. É muito fácil visualizar Deus nos orientando quanto à vida profissional ou ministerial, mas não é tão fácil imaginá-lo escolhendo nosso cônjuge. Alguns acham que Deus não sabe do que gostamos e que nos arrumará um cônjuge muito espiritual, mas que iremos detestar. Outros acham que Ele está ocupado demais resolvendo os conflitos entre árabes e palestinos para se preocupar com uma coisa tão “insignificante” assim. Mas a verdade é que Ele se preocupa mais com isso do que nós mesmos. Seus planos não se frustram, Ele nos conhece melhor do que nós mesmos e não quer nos ver infelizes.
“Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor, planos de paz e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.” Jr 29.11