quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Solte as tiras das sandálias !


Eu tinha duas alternativas: continuar impecável e permitir que as tiras das minhas sandálias “devorassem” meus calcanhares ou soltá-las e ir arrastando as sandálias, rua à fora, até chegar em casa.
Por mais que goste de estar bem arrumadinha, por mais que eu tente evitar “pagar micos”, não tive dúvidas: soltei as tiras das sandálias.
Pouco importava o que iriam pensar de mim, não queria chegar em casa com os calcanhares machucados.
A situação de hoje me fez pensar em todas aquelas pessoas, inclusive eu, que estão na igreja sendo “esfoladas” pelas “tiras apertadas” do legalismo. Gente que se preocupa com o que os outros estão pensando. Gente que se preocupa mais com os rituais do que com as motivações do coração.
Aí me lembrei daquilo que o Pr Marcio Valadão diz: “Você tem que se preocupar em agradar ao Senhor, se você conseguir isso... o resto...é resto!”
Lembrei também da conhecida história de Davi e Mical: 2 Sm 6. 1-23
A Arca da Aliança estava de volta. Davi estava feliz, muito feliz. Finalmente o símbolo da presença de Deus estava de volta. Isso era motivo de festa. Na tentativa de trazer a Arca de volta Davi aprendera que as coisas devem ser feitas à maneira de Deus e não do homem. O rei Davi aprendera que Deus deve ser adorado do jeito Dele e não da maneira como o homem o quer adorar. Ah! Como Davi estava feliz. O rei da nação saiu a frente do povo e dançou. Seu coração estava em Deus. Sua atitude estava centrada no coração do Pai. Suas motivações não eram erradas.
Mical, esposa de Davi, o vira. A mulher ficou realmente brava com a atitude do esposo: “Como ele poderia ter feito aquilo? Agido daquela forma: Tão “povão”? O rei da nação comportando-se como um qualquer? Além disso, o que iriam pensar dele?”
Atitudes distintas com conseqüências diferentes. Mical, preocupou-se com os homens, com o que pensariam os outros. Davi, importou-se em alegrar o coração do Pai. Mical é lembrada como a mulher que ficou estéril. Davi, como o homem segundo o coração de Deus!
De que lado estamos? Como seremos lembrados? Será que somos vistos como aqueles que agem segundo o coração de Deus ou de acordo com o que esperam de nós? Nem sempre o que é bom aos olhos dos outros é garantia dos aplausos do Céu.
Desejemos isto: O Aplauso dos céus e não dos homens.
Amados, “soltemos as tiras das sandálias”, hoje, e como Davi dancemos na presença do Rei!

sábado, 29 de agosto de 2009

A moda agora é...



Recentemente pedi que meus alunos, que têm entre três e cinco anos, me ensinassem uma música. Eles concordaram e minutos depois cantaram:
“Beijo na boca é coisa do passado
A moda agóia (agora) é namoiá (namorar)...”
Você já deve ter ouvido esta música, que os pequenos, que mal sabem falar, já decoraram. Ela retrata a concepção que a sociedade tem de namoro, ou seja, igualam-no ao sexo.
Muitos não cristãos vêem o sexo como uma função corporal, tão satisfatória e comum quanto um espirro.
Já Deus diz:
“Honre o casamento, e guarde a santidade da intimidade sexual entre o marido e a esposa” Hb 13.4 (versão norte americana THE MESSAGE)
Deus projetou nossa sexualidade como uma expressão fisica da unidade do casamento. Ele a guarda cuidadosamente e coloca muitas condições, pois a considera preciosa. Um homem e uma mulher que comprometem suas vidas um ao outro no casamento ganham o direito de expressarem-se sexualmente. Mas se você não está casado com alguém, não tem direito sobre o corpo daquela pessoa, nenhum direito à intimidade sexual.
A honra em relação a santidade da sexualidade entre marido e mulher começa enquanto ainda estamos solteiros, não só depois do casamento. Isso inclui não só a pureza sexual mas também o cuidado com expressões menores de intimidade física (beijos, abraços, carícias).
Se, como cristãos, estamos comprometidos com a pureza, devemos estabelecer padrões muito altos. Como mencionamos, a pureza não é expressa somente por uma decisão, mas por atitudes que não comprometam nossos valores. Muitos namorados decidem pela pureza sexual, mas se colocam em situações que se opõe a sua decisão.
Talvez você acredite que restringir as expressões de intimidade física no seu relacionamento romântico o tornará enfadonho. Entretanto, quando você tira os olhos do aspecto físico pode desenvolver outras áreas de seu relacionamento (espiritual, emocional, social e intelectual). Afinal, não é porque lábios se encontraram que corações se uniram. O relacionamento físico não é igual ao amor. Concentrar-se no físico é perigoso. Deus exige pureza sexual. E Ele faz isso para o nosso próprio bem. Envolvimento físico pode distorcer a perspectiva de cada um dos namorados e levá-los a decisões erradas. Deus sabe que levaremos as memórias de nosso envolvimento físico do passado para o casamento. Ele não quer que vivamos com culpa ou remorso.
Faça de seu romance um solo para plantar as sementes de um relacionamento que vai durar a vida toda. Pratique a bondade, paciência, a humildade, a cortesia, a gentileza, a mansidão, o perdão. Aprenda a colocar as necessidades da pessoa com quem está se relacionando acima das suas. Saiba alegrar-se com as conquistas e sucessos do outro. Acima de tudo, cultive um relacionamento que possa resistir às pressões e provações. Em outras palavras, COMPROMETA-SE., da mesma forma que Deus se compromete conosco.
“Tudo sofre tudo crê, tudo espera e tudo suporta” 1 Co 13.7

sexta-feira, 26 de junho de 2009

UM AMOR PARA VIDA TODA - PARTE 2



A direção da pureza


Certa vez Agostinho orou: “Faz-me casto...mas ainda não.” Como ele, nós temos uma consciência que nos acusa, mas uma vida que não revela mudanças.
A verdadeira pureza, no entanto, é uma direção, uma busca persistente e determinada pela retidão. Esta direção começa no coração e é expressa por um estilo de vida que foge das oportunidades de comprometer nossos valores.
A impureza não é algo em que se entra de repente. Ela começa quando tiramos o foco de Deus. Foi isso que aconteceu com Davi, em pouco tempo ele caiu da condição de “homem segundo o coração de Deus” para adultero e assassino. E tudo começou porque ele não estava onde deveria estar. Em vez de ir para o campo de batalha comandar seu exercito, preferiu ficar em casa. Seu segundo passo foi observar uma mulher se banhando e agasalhar pensamentos e fantasias em relação a ela. Por fim, sucumbiu a seus desejos e mandou buscá-la. o inocente pastor de ovelhas era agora um adultero. Como percebemos na historia de Davi, o pecado começa na nossa mente e coração.

“Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.” Mt 5.28

A verdadeira pureza implica em decisão e atitude. É um processo continuo que envolve a parceria de nossos corações e nossos pés. A verdadeira pureza foge o mais rápido e o mais longe possível do pecado e do comprometimento dos seus valores. Devemos nos lembrar que não impressionamos a Deus quando brincamos com o pecado, tentando mostrar-Lhe até onde podemos resistir. Nós o impressionamos quando em obediência a Ele fugimos de “toda aparência do mal”.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Um Amor Para a Vida Toda


Quem não se divertiu com as trapalhadas de Cabeção, personagem de Sérgio Hondjakoff, na série Malhação da TV Globo? O jovem queria “arrumar uma namorada” de qualquer jeito e nessa busca se envolveu em engraçadas confusões. Mas o que Cabeção queria não era um amor para vida toda e sim alguém que pudesse, a curto prazo, satisfazer suas necessidades emocionais e, principalmente, físicas. E Cabeção não era a única personagem que apresentava problemas em seus relacionamentos românticos, a trama retrata os “rolos” de vários jovens que entram e saem de relacionamentos com a mesma facilidade com que trocam de roupas.
Se é verdade que a vida imita a arte, não sei, mas posso afirmar que a semelhança das personagens da Malhação, a transitoriedade nos relacionamentos é uma característica que vem se acentuando, na sociedade, em geral, e particularmente dentro das igrejas.
A maneira de Deus ou de Cabeção?

A sociedade soletra a palavra romance da seguinte forma: D-I-V-E-R-S-Ã-O. Já Deus, como: C-O-M-P-R-O-M-I-S-S-O.
A maioria dos jovens e adolescentes pensa em se divertir, relacionando-se romanticamente e um dia “bem lá na frente”, encontrar sua “metade”, apaixonar-se e viver feliz para sempre. Acontece que as coisas não funcionam exatamente assim, os relacionamentos geram dependência emocional. Uma garota definiu essa situação da seguinte forma:
“Aos quinze anos eu já havia namorado e terminado várias vezes. Meu coração estava em pedaços. Era como se eu tivesse casado e me divorciado inúmeras vezes.” Ao nos relacionarmos com outros hoje, adquirimos padrões que levaremos conosco para o casamento. É por isso que devemos aprender a praticar o amor baseado no compromisso. A fidelidade conjugal não começa apenas no casamento. No livro de Cantares lemos a figura de um jardim para descrever a noiva que soube se guardar até o casamento:
“Jardim fechado és tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada” Ct 4.12
Mais tarde, o texto descreve como sendo um muro, resistente às seduções, em contraste com uma porta que deixa qualquer um entrar (Ct 8. 8-10), ou seja, ela reservou-se exclusivamente para seu marido (tanto física quanto emocionalmente), mesmo antes de conhece-lo.
O namoro como nossa geração tem praticado não nos dá base para o casamento, parece mais um campo de preparo para o divorcio. Não podemos praticar um compromisso por toda a vida em uma serie de relacionamentos de curta duração.
É claro que você não é obrigado a se casar co a primeira pessoa com quem achar romance e intimidade. Embora conheçamos pessoas que se casaram com a primeira pessoa com quem desenvolveram um relacionamento, é provável que, muitos de nós, não sigamos o mesmo caminho. Mas isso não é desculpa para fazer do relacionamento romântico um fim em si mesmo, ou seja, o romance pelo romance. Isso é irresponsabilidade e egoísmo. Se você não está pronto para considerar o casamento ou não está verdadeiramente interessado em se casar com determinada pessoa, por que encorajá-la a depender de você ou pedi-la para suprir suas necessidades?
“Não acordeis , nem desperteis o amor até que este o queira” Ct 2.16
Três vezes em momentos de intensa paixão entre a noiva e o noivo, ela aconselha suas amigas sobre a natureza do amor verdadeiro. (Ct 2: 7; 3.5; 8.4).
O verdadeiro amor sabe esperar, e por isso, pode desfrutar ao Maximo das alegrias que Deus sonhou para o casal. O amor verdadeiro não é precipitado, precoce, adiantado ou impaciente. Não precisa manipular situações para “ganhar” o amor. Não precisa baixar seus padrões morais com medo de perder o outro.
Por que muitos se precipitam? São varias as razoes, a pressão da “turma”, pode ser uma delas. Mas creio que a principal é a falta de confiança no amor e nos propósitos de Deus.
Depois de aceitar Jesus como salvador, a escolha mais importante que você fará será a pessoa com quem irá se casar. É muito fácil visualizar Deus nos orientando quanto à vida profissional ou ministerial, mas não é tão fácil imaginá-lo escolhendo nosso cônjuge. Alguns acham que Deus não sabe do que gostamos e que nos arrumará um cônjuge muito espiritual, mas que iremos detestar. Outros acham que Ele está ocupado demais resolvendo os conflitos entre árabes e palestinos para se preocupar com uma coisa tão “insignificante” assim. Mas a verdade é que Ele se preocupa mais com isso do que nós mesmos. Seus planos não se frustram, Ele nos conhece melhor do que nós mesmos e não quer nos ver infelizes.
“Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor, planos de paz e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.” Jr 29.11

domingo, 14 de junho de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

NÃO ME ENTREGO AGORA PORQUE NÃO POSSO DEIXAR MEUS AMIGOS


Render-se a Deus não significa que você irá se tornar um ermitão. Que você não irá mais conviver com as pessoas. Não significa deixar de ir à escola, faculdade ou trabalho. E não significa que você é superior porque conhece a Deus.
Quando você anda com Deus você vai aprendendo sobre Ele, sobre a Sua maneira, sobre Seu jeito de ser. É como sotaque. Você pega. Quando você anda com Deus você vai adquirindo o sotaque dos céus. E você não se torna um repelente, como aquele produto que espanta mosquito, sabe? Você vai se tornando melhor, e as pessoas vão querer estar com você, vão querer saber o que está acontecendo. É claro que o seu estilo de vida vai mudar (não por imposição ou por obrigação, mas por conta de um relacionamento com o Santo).
Quando você tem uma atitude de humildade e não de superioridade, os seus amigos vão lhe respeitar e querer ser como você. E se isso não acontecer, saiba:

“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” Mt 5.11-12

NÃO ME ENTREGO AGORA - PARTE I V


PORQUE ELE É SANTO! JÁ EU, BEM EU...
Quando eu era pequena minha mãe costumava mandar-me arrumar o quarto. Como toda criança, eu respondia: “Mas manhê, ta arrumado” Então ela me puxava pela mão até o quarto dela e dizia: “Você chama aquilo de arrumado? Não. Isso é um quarto arrumado.
De acordo com os padrões da minha mãe seu quarto era perfeito, já o meu.
Deus faz o mesmo. Ele aponta para si mesmo e diz : “isto é o que chamo de santidade.”
Santo é o que Deus é. Ele não é só santo. Ele é santo, santo, santo!
Como alguém santo , ou melhor, santo, santo, santo, pode se relacionar com seres miseráveis como nós?
Respondendo a pergunta anterior. Deixe-me contar uma história: “ Foi, ao mesmo tempo, o momento mais belo e o mais horrível da história. Jesus de pé, no tribunal do céu. Passando a mão sobre toda a criação, Ele defendeu: “Puna a mim pelo seus erros. Vê o assassino? Dê-me sua pena. A adultera? Eu levarei sua vergonha. O fanático, o mentiroso, o ladrão? Faça a mim o que farias a eles. Trate-me como tratarias um pecador.” E Deus o fez:

“Porque também Cristo padeceu uma vez pelo pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus.” (I Pe 3.18)

sábado, 9 de maio de 2009

NÃO ME ENTRGO AGORA PORQUE TENHO MUITAS DÚVIDAS


Muitas pessoas, que foram a Jesus, estavam cheias de dúvidas. Veja o exemplo de Nicodemos. Os próprios discípulos, que andavam com o mestre, nem sempre entendiam o que Ele estava dizendo.

“As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” Dt 29.29

"E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder". At.1.7

domingo, 22 de março de 2009

Eu não me entrego porque acho que Ele é um estraga prazer cósmico



Tem gente que acha que andar com Deus significa seguir uma lista interminável do que pode e o que não pode. Nesta lista o que pode resume-se: orar, ler a Bíblia, ir a igreja, participar de algum trabalho cristão e ser muito bonzinho. Alguns vêem Deus como um guarda cósmico apitando cada vez faz algo errado.Com um bloquinho na mão multando cada passo fora. “não faça isso”; não faça aquilo!”
Quem pensa assim, se esquece que Deus é o autor e o Criador da vida. Tudo que há de belo nessa planeta foi idéia de Deus. Você já viu como as crianças pequenas são engraçadas? Quem planejou isso? Nos primeiros dias de vida a criança age por reflexo. Um dos reflexos do bebê é o sorriso. Quem você acha que planejou alguém que iria sorrir mesmo antes de saber porquê? Deus nunca desejou que você fosse uma pessoa muito espiritual, porém triste. Ele te criou pra ser alegre.
Mais do que isso Ele nos ama. E se faz algumas restrições há nossa conduta é exatamente por causa de seu amor. Da mesma forma que um pai não deixa seu filho de 3 anos brincar com fogo.
Além disso, quem foi que disse que andar com Deus é seguir uma listinha de “Pode X Não Pode”?

¶ Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. 1 Co 10.23

E é aí que está a oportunidade de desfrutar da verdadeira liberdade que há em sermos cristãos. Como cristãos, nós optamos por um padrão de vida. Não é que você não pode, é que você não quer. Não tem nada a ver com uma lista de coisas que você pode ou não fazer. Tem a ver com o coração Daquele que preferiu morrer por você, a viver sem você. Não tem a ver com regras. Mas sim com escolhas.

domingo, 1 de março de 2009