Pesquisas recentes concluíram que
passar muito tempo no facebook pode tornar o indivíduo depressivo.
Verdade seja dita, no “face” a
vida de fato parece perfeita, salvo aqueles que publicam selfies em velórios ou
em meio a tragédias, o comum é vermos declarações de amor; frases e citações
que soam inteligentes; alguns desabafos; e fotos, muitas fotos, de lugares
bonitos, de gente animada na companhia de pessoas queridas, ou até famosas;
imagens de crianças e animais fofinhos; uma realidade quase que hollywoodiana.
Enfim, é bem possível que esse bombardeio de vidas perfeitas, em um dia meio
cinzento, possa fazer nossas vidas parecerem menos interessantes.
Na maioria das vezes fazemos as
mesmas coisas que estão lá, só que sem filtro, sem frase de impacto ou citações
do Dalai Lama. Mas como diz o ditado: “a grama do vizinho parece mais verde”.
Em termos modernos poderíamos dizer: “a face-vida” de meus amigos parece mais
interessante.
Não me leve a mal. Eu de fato
“curto” o facebook. Mas é preciso manter o foco no que é real. Gosto da forma
como o rei Davi encarou os fatos em sua época:
“Deus me dá além da conta,
Alegria sem igual num dia comum”-
Salmo 4.7 (Biblia A Mensagem)
Acredito que este seja o antídoto
para enfrentarmos nossos dias comuns: contentamento. Estar satisfeito com
aquilo que temos.
Não é um processo fácil, mas o jeito é encararmos a nossa vida
como de fato ela é, aceitando com serenidade o que não podemos mudar e fazendo
os acertos que nos são possíveis e pelos quais somos os únicos responsáveis.
No mais, bem, acho melhor que
você chegue mais perto para fazermos uma selfie!