domingo, 4 de dezembro de 2011

Carta para o Davi

Querido Davi,
Há algum tempo participei de uma reunião de professores em que a palestrante chamou à frente três voluntários e deu a cada um uma tarefa: O primeiro, vendado, deveria construir uma fogueira usando palitos de fósforo; o segundo seria o instrutor e deveria ajudar ao primeiro, orientando-o, mas não poderia fazer o trabalho por ele; já o último participante deveria observar tudo atentamente.
Está manhã, lembrei desta dinâmica e fiquei imaginando que papai e eu, atualmente, somos como o “construtor”. Vendados, sem saber ao certo o que significa cada chorinho seu. Ouvimos vozes amigas que nos orientam:
- É cólica
-Fiquem tranquilos, bebês são assim mesmo!
- Logo ele vai dormir a noite e vocês também!
Daqui algum tempo, seremos como o “instrutor”, procurando orientar você :
-Davi, não suba aí!
-Davi, coma toda a sua comidinha!
- Não fale com a boca cheia!
- Lave as mãos
Mas chegará o dia, meu pequeno bebê, que seremos como o “observador”. Atentos, fitaremos você fazer suas primeiras escolhas, tomar suas decisões. Nesse dia, talvez tenhamos o coração apertado e uma oração para que você trilhe o caminho certo! 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Catedral com rodinhas


Um amigo estava brincando de LEGO com a  filha de três anos e  montou  uma igreja. Ao terminar, a menina argumentou: “papai falta a rodinha”. Meu amigo espantou-se: “Filha, onde você já viu igreja com rodinhas? A pequena respondeu: “Ah! Papai, no meu sonho tem”
Acredito que Deus também tenha sonhado assim. Afinal a Biblia compara a igreja a um corpo em que a cabeça é Cristo.
E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.Colossenses 1:18
Entretanto, de alguma forma nos perdemos no caminho, esquecemo-nos de que a igreja é na verdade um grupo de pessoas com o mesmo ideal: glorificar a Cristo ou nas palavras de Paulo:
para que em tudo tenha a preeminência.Colossenses 1:18
Esquecemos as pessoas e passamos a valorizar a instituição, como diria meu amigo Esequiel Melo:  “Trocamos o organismo pelo CNPJ” .




Esquecemos que “dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente” Rm 11.36. E passamos a nos concentrar em prédios suntuosos, revestidos de mármore, carpetes caros, climatizados e arrojados. E então nos concentramos em ensinar as pessoas o caminho dessas catedrais muito mais do que a adverti-las sobre o fato de que Cristo “é o caminho, e a verdade e a vida;” Jo 14.6
Trocamos o discipulado por listas e regras. E com isso conseguimos fabricar hipócritas que sabem como falar, agir e se vestir, mas não tem a menor idéia de como resolver seus dilemas, dores e pecados.
Criamos doutrinas, escrevemos livros e organizamos métodos  para auto-ajuda, só não falamos sobre Graça. Sobre a escandalosa misericórdia de Deus para conosco.
Temos seminários, cursos e escolas, mas nos esquecemos de  caminhar com as pessoas, de procurar saber quais seus dramas interiores , dividir os nossos próprios e juntos nos agarrarmos a verdade de  que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” Fl 1.6
        
Nossa agenda é cheia. Temos muito entretenimento gospel. Porém não temos tempo para relacionamento sincero tanto com as pessoas (o corpo) quanto com  “O Cabeça” (Cristo).
E assim seguimos, crentes de que tudo está bem.  Quem sabe um dia, o sonho da pequena Isa se torne realidade e a igreja passe a ter rodinhas e vá ao encontro das reais necessidades das pessoas. Afinal a Igreja é feita de pessoas!


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sobre abacaxis, meninos e móbiles



Comprei um móbile, desses que giram e tocam musiquinha, para o Davi. Mal podia esperar para ver sua reação quando instalei o brinquedo em seu carrinho de bebê. Pendurei  o brinquedo, arrumei o carrinho na sala e coloquei o Davi dentro.
Para minha surpresa ele nem ligou para o móbile, mas pareceu admirado com um abacaxi que se encontrava na fruteira sobre a mesa. Chamei sua atenção para o brinquedo, não teve jeito. Mas o pior ainda estava por vir, quando dei corda no móbile para ouvirmos a musiquinha, Davi começou a chorar histericamente. Para frustração da mamãe!
De frustrações nossos dias são cheios, não é mesmo? Especialmente nos relacionamentos.  Quantas vezes damos o melhor de nós e não somos reconhecidos, somos mal interpretados ou incompreendidos.  
A verdade é que as pessoas são imprevisíveis e nem sempre agem do modo como gostaríamos. Isso as vezes nos magoa. Será possível passar por essas frustrações sem ficarmos  ressentidos? O apóstolo Paulo nos dá algumas dicas em Romanos 12.
1-    Entenda que pessoas são imprevisíveis. Não nos relacionamos com máquinas programáveis. Assim sendo “Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal” RM 12.10
2-   Quando as coisas não saírem como você gostaria não fique pensando nisso. Siga o conselho de Paulo: “Renove sua mente” Rm 12.2
3-   As pessoas as vezes são motivadas por suas emoções, ou seja, nem sempre estão em um bom dia, as vezes nada tem a ver com você, por isso aprenda a “alegrar-se com os que se alegram; chorar com os que choram” Rm 12.15
4-   Dê o braço a torcer, você não é o dono da verdade, nas palavras de Paulo: “Não seja sábio aos seus próprios olhos” Rm 12.16d
5-   “Faça o possível para manter a paz com todos” Rm 12.18
6-   E por fim: “Não se deixe vencer pelo mal, mas vença  o mal com o bem Rm 12.21

A propósito, o pequeno Davi aprendeu a divertir-se com seu móbile, embora ainda aprecie os abacaxis!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sobre crianças e borboletas...

Um grupo de crianças, do Centro de Educação onde trabalho, dirigidas pela professora resolveu estudar sobre a metamorfose da borboleta. A pesquisa incluiu fotos, canções e vídeos. Para alegria do grupo, encontrou-se uma crisálida no jardim da escola. Cuidadosamente a professora removeu o casulo e o colocou em uma caixa de isopor, na esperança de que os pequenos pesquisadores pudessem observar a transformação da lagartinha em borboleta.
Mal sabia ela que ao fazer isso estaria interrompendo o processo. A lagartinha não passou de fase de pupa. Com isso as crianças aprenderam uma lição: não interferir na natureza.
Assim como a lagartinha nós também estamos em metamorfose. Deus continua trabalhando em nossas vidas para nos conformar a imagem de Cristo (Rm 8.29), deixe que Deus molde você na pessoa que Ele quer que você seja,  o maior de todos os milagres que Ele opera é o de uma vida transformada.  
Essa não é uma metamorfose que ocorre da noite para o dia, isto leva tempo. A vida toda.


Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo; Fl. 1.6

sábado, 26 de março de 2011

UM PUNHADO DE AREIA, UM POUCO D’ÁGUA


Nesse verão fui passar um dia na praia com alguns amigos. Estava lá sentada tomando sol quando fui surpreendida pelo Pablo, um garotinho de três anos que estava em nossa companhia:
            - Mell, você vai ficar aí dormindo todo tempo? Vem ajudar a gente a fazer um castelo.
            “Não! Estou de férias. Chega de crianças! Pelo menos não agora...urg.!!!” - pensei
            - Agora não, querido. – respondi
            - Ah, Mell...- suplicou ele.
Como resistir aquela carinha simpática e aquele sorriso que ressaltava as covinhas nas bochechas gorduchas? Não resisti, você já deveria imaginar, fui para junto das crianças construir castelinhos.
Enquanto brincava, notei algo: eu nunca conseguia depositar toda a areia que juntava, nas mãos, em nossa construção. A areia escorregava pelo meio dos meus dedos. O mesmo ocorria com a água, por mais que eu tentasse deter uma certa quantidade de água em minhas mãos, a maior parte dela escorria por entre os dedos.
E foi então que além de um dia divertido, a simpatia das crianças e um tom avermelhado na pele devido ao sol forte, recebi também uma parábola.
A analogia da areia e da água se aplica a nossas vidas. Quantas coisas temos tentado segurar, mas que têm escorregado por entre os dedos. Fazemos o melhor que podemos, agarramos com toda força, mas parece que nossos métodos não funcionam. Às vezes nos iludimos com frases do tipo: “Não se pode ter tudo” ou “A realização plena é uma utopia”.
Para alguns, o punhado de areia é um relacionamento. Para outros, a estabilidade financeira. Pode ser a saúde, ou ainda, um pouco de alegria. E até mesmo, uma gota de esperança, ou qualquer coisa que produza um pouco de luz na noite sombria da tragédia.
A questão é que por mais que tentemos, jamais conseguiremos deter nosso punhado de areia. Ele escorregará. Talvez restem alguns grãos, mas nunca a totalidade.
As estratégias podem manter as pessoas por perto por algum tempo, porém, cedo ou tarde, elas se cansarão de nossos métodos mesquinhos e partirão. Você duvida? Então me responda: Por que tantos casamentos são defeituosos?  Por que o encanto acaba? Por que  as palavras duras cavam sulcos na terra do coração? Por que surge aquele abismo intransponível que afasta as pessoas? Nossas mãos pequenas não conseguem deter nossos relacionamentos. E isso não se aplica apenas aos relacionamentos românticos.
Tenta-se dar um “jeitinho” a fim de conquistar algum sucesso financeiro. Mas os esquemas falham e a falência é certa. A areia fina do sucesso esvai-se por entre os dedos.
As drogas e o álcool podem trazer uma certa leveza à alma, mas não arrancam a dor do coração. Nossas mãos são pequenas para amenizar a dor. Tenta-se aconselhamentos, análise, mas enquanto não se arrancar aquilo que fere o coração, estaremos apenas usando de paliativos. É inútil tentar arrancar um tumor com band-aid.
As velas do pensamento positivo e do otimismo se apagam antes que a noite sombria se vá.
Nossas estratégias são inúteis. Nossas mãos são pequenas. Entre nossos dedos há um espaço que faz com que a areia se vá.
Mas há uma mão da onde as coisas não escapam:
 “Eu sou Deus; também de hoje em diante, eu o sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” Is 43:13
Essas Mãos são grandes o bastante para “manter” nossos relacionamentos. Não que iremos fugir de nossas responsabilidades, mas Suas Mãos transformam nosso caráter, imprimindo nele a Sua vida, vida esta que atrai e não repele as pessoas. Suas Mãos endireitam nossas finanças. Nos ensinam a viver contentes em qualquer situação. E fazem do NADA, TUDO. De Suas Mãos nada escapa.
Suas Mãos tocam nosso corpo debilitado. Se você duvida, olhe nas páginas de sua Bíblia, a mesma Mão que tocou o leproso, que ergueu o coxo e deu vista ao cego, continua operando hoje, em mim e em você.
“Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente” Hb 13:8
Quando permitimos que Ele segure a “areia”, mais do que isso, quando permitimos que Ele segure também nossas vidas, algo extraordinário acontece: Ele passa a ser nossa fonte de alegria.
E já não há mais problemas com a escuridão, pois Ele é nossa Luz:
“Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida.” Jo 8:12
Não, não estou dizendo que a vida com Ele é um mar de rosas. Mas estou dizendo que Ele nos faz ver as circunstâncias por um ângulo jamais imaginado. Ele redireciona nossas perspectivas. Mais do que isso, Ele nos mostra que n’Ele somos amados, aceitos e amparados e que Suas mãos são grandes e bondosas, a ponto de tomar nossa culpa e fazer-se maldito por nós.
“mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.” Is 53:6
Podemos confiar nas Mãos daquele que se entregou por nós. As Mãos transpassadas revelam Seu amor e cuidado por nós.
Da próxima vez que tentar segurar um punhado de areia, lembre-se do Autor da vida, Ele é Aquele que pode lhe dar muito mais que um punhado de areia, ou algumas gotas de água. Ele tem todo o oceano, e Suas mãos podem contê-lo.
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” Is 55:8-9


domingo, 30 de janeiro de 2011

11 COISAS QUE NÃO APRENDEMOS NA ESCOLA

aqui estão alguns conselhos de Bill Gates em uma conferência de uma escola secundária sobre 11 coisas que estudantes não aprenderiam na escola:






Regra 1: A vida não é fácil - acostume-se com isso.

Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

Regra 3: Você não ganhará US$ 40,000 por ano assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

Regra 4: Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

Regra 5: Fritar hambúrgueres não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso - eles chamam de oportunidade.

Regra 6: Se você fracassar, não é culpa de seus pais, então não lamente seus erros, aprenda com eles.

Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão chatos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você falar o quanto você mesmo era legal. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real.

Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudarão a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

Regra 10: Televisão NÃO É vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a cafeteria e ir trabalhar.

Regra 11: Seja legal com os "Nerds". Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.

FONTE:http://guidecompra.blogspot.com/2010/10/11-coisas-que-estudantes-nao-aprenderia.html