sexta-feira, 26 de junho de 2009

UM AMOR PARA VIDA TODA - PARTE 2



A direção da pureza


Certa vez Agostinho orou: “Faz-me casto...mas ainda não.” Como ele, nós temos uma consciência que nos acusa, mas uma vida que não revela mudanças.
A verdadeira pureza, no entanto, é uma direção, uma busca persistente e determinada pela retidão. Esta direção começa no coração e é expressa por um estilo de vida que foge das oportunidades de comprometer nossos valores.
A impureza não é algo em que se entra de repente. Ela começa quando tiramos o foco de Deus. Foi isso que aconteceu com Davi, em pouco tempo ele caiu da condição de “homem segundo o coração de Deus” para adultero e assassino. E tudo começou porque ele não estava onde deveria estar. Em vez de ir para o campo de batalha comandar seu exercito, preferiu ficar em casa. Seu segundo passo foi observar uma mulher se banhando e agasalhar pensamentos e fantasias em relação a ela. Por fim, sucumbiu a seus desejos e mandou buscá-la. o inocente pastor de ovelhas era agora um adultero. Como percebemos na historia de Davi, o pecado começa na nossa mente e coração.

“Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.” Mt 5.28

A verdadeira pureza implica em decisão e atitude. É um processo continuo que envolve a parceria de nossos corações e nossos pés. A verdadeira pureza foge o mais rápido e o mais longe possível do pecado e do comprometimento dos seus valores. Devemos nos lembrar que não impressionamos a Deus quando brincamos com o pecado, tentando mostrar-Lhe até onde podemos resistir. Nós o impressionamos quando em obediência a Ele fugimos de “toda aparência do mal”.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Um Amor Para a Vida Toda


Quem não se divertiu com as trapalhadas de Cabeção, personagem de Sérgio Hondjakoff, na série Malhação da TV Globo? O jovem queria “arrumar uma namorada” de qualquer jeito e nessa busca se envolveu em engraçadas confusões. Mas o que Cabeção queria não era um amor para vida toda e sim alguém que pudesse, a curto prazo, satisfazer suas necessidades emocionais e, principalmente, físicas. E Cabeção não era a única personagem que apresentava problemas em seus relacionamentos românticos, a trama retrata os “rolos” de vários jovens que entram e saem de relacionamentos com a mesma facilidade com que trocam de roupas.
Se é verdade que a vida imita a arte, não sei, mas posso afirmar que a semelhança das personagens da Malhação, a transitoriedade nos relacionamentos é uma característica que vem se acentuando, na sociedade, em geral, e particularmente dentro das igrejas.
A maneira de Deus ou de Cabeção?

A sociedade soletra a palavra romance da seguinte forma: D-I-V-E-R-S-Ã-O. Já Deus, como: C-O-M-P-R-O-M-I-S-S-O.
A maioria dos jovens e adolescentes pensa em se divertir, relacionando-se romanticamente e um dia “bem lá na frente”, encontrar sua “metade”, apaixonar-se e viver feliz para sempre. Acontece que as coisas não funcionam exatamente assim, os relacionamentos geram dependência emocional. Uma garota definiu essa situação da seguinte forma:
“Aos quinze anos eu já havia namorado e terminado várias vezes. Meu coração estava em pedaços. Era como se eu tivesse casado e me divorciado inúmeras vezes.” Ao nos relacionarmos com outros hoje, adquirimos padrões que levaremos conosco para o casamento. É por isso que devemos aprender a praticar o amor baseado no compromisso. A fidelidade conjugal não começa apenas no casamento. No livro de Cantares lemos a figura de um jardim para descrever a noiva que soube se guardar até o casamento:
“Jardim fechado és tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada” Ct 4.12
Mais tarde, o texto descreve como sendo um muro, resistente às seduções, em contraste com uma porta que deixa qualquer um entrar (Ct 8. 8-10), ou seja, ela reservou-se exclusivamente para seu marido (tanto física quanto emocionalmente), mesmo antes de conhece-lo.
O namoro como nossa geração tem praticado não nos dá base para o casamento, parece mais um campo de preparo para o divorcio. Não podemos praticar um compromisso por toda a vida em uma serie de relacionamentos de curta duração.
É claro que você não é obrigado a se casar co a primeira pessoa com quem achar romance e intimidade. Embora conheçamos pessoas que se casaram com a primeira pessoa com quem desenvolveram um relacionamento, é provável que, muitos de nós, não sigamos o mesmo caminho. Mas isso não é desculpa para fazer do relacionamento romântico um fim em si mesmo, ou seja, o romance pelo romance. Isso é irresponsabilidade e egoísmo. Se você não está pronto para considerar o casamento ou não está verdadeiramente interessado em se casar com determinada pessoa, por que encorajá-la a depender de você ou pedi-la para suprir suas necessidades?
“Não acordeis , nem desperteis o amor até que este o queira” Ct 2.16
Três vezes em momentos de intensa paixão entre a noiva e o noivo, ela aconselha suas amigas sobre a natureza do amor verdadeiro. (Ct 2: 7; 3.5; 8.4).
O verdadeiro amor sabe esperar, e por isso, pode desfrutar ao Maximo das alegrias que Deus sonhou para o casal. O amor verdadeiro não é precipitado, precoce, adiantado ou impaciente. Não precisa manipular situações para “ganhar” o amor. Não precisa baixar seus padrões morais com medo de perder o outro.
Por que muitos se precipitam? São varias as razoes, a pressão da “turma”, pode ser uma delas. Mas creio que a principal é a falta de confiança no amor e nos propósitos de Deus.
Depois de aceitar Jesus como salvador, a escolha mais importante que você fará será a pessoa com quem irá se casar. É muito fácil visualizar Deus nos orientando quanto à vida profissional ou ministerial, mas não é tão fácil imaginá-lo escolhendo nosso cônjuge. Alguns acham que Deus não sabe do que gostamos e que nos arrumará um cônjuge muito espiritual, mas que iremos detestar. Outros acham que Ele está ocupado demais resolvendo os conflitos entre árabes e palestinos para se preocupar com uma coisa tão “insignificante” assim. Mas a verdade é que Ele se preocupa mais com isso do que nós mesmos. Seus planos não se frustram, Ele nos conhece melhor do que nós mesmos e não quer nos ver infelizes.
“Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor, planos de paz e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.” Jr 29.11

domingo, 14 de junho de 2009