sábado, 14 de novembro de 2009

FEIO, PORÉM FUNCIONAL!






Sou um tipo de pessoa que gosta de guardar bugigangas. Mas esse meu hábito (ou mau hábito) entulhou meu pequeno quarto e guarda-roupas. Como eu não queria me desfazer das minhas “tralhas”, achei que estava na hora de arrumar um novo armário.
Foi assim que na semana passada, minha mãe chegou em casa com a notícia de que havia arrumado um armário e que este, era uma gracinha! A amiga dela estava fechando um escritório e tinha um armário (que era uma gracinha) e iria vendê-lo por um preço razoável.
Gostei da idéia: eu ficaria feliz por ter uma “gracinha” de armário, minha mãe, por não gastar muito e a amiga dela, por vender o tal armário.
Alguns dias depois, chego em casa e o que encontro? Aquele trambolho horroroso no meu quarto. Tive um ataque quando o vi. Ele era tudo, menos “uma gracinha”. Ele era torto, feio, sem graça, faltavam-lhe pedaços. Não podia acreditar que minha mãe havia trazido aquela coisa horrorosa para casa. Ao perceber minha decepção, ela disse:
“Você não percebe? Ele é feio, porém funcional. Veja quanto espaço possui. E é perfeito para que você organize e acomode todos os seus materiais. Além disso, ele não está pronto. Melissa, você só consegue enxergar o que está na sua frente, mesmo. Pense nesse armário reformado.Visualize-o pintadinho! Vai ficar uma gracinha!”
Devo admitir que depois que me acalmei, comecei a me acostumar com a idéia de ter um armário “feio, porém funcional” (principalmente depois de colocar todas as minhas tralhas dentro dele). Mas essa história serviu para me ensinar algumas verdades espirituais.
A primeira delas foi quanto a minha visão míope! Como disse a minha mãe, eu só enxergo o que está na minha frente. Deus me levou a refletir quanto ao fato de que aquele armário era eu. Calma, eu explico: Um dia, eu e você, éramos como aquele armário, “feios”, por causa do pecado (Rm 3.23), estávamos incompletos e machucados, feridos pelas circunstancias da vida. Não tínhamos nada para oferecer, nada do do que nos orgulhar. Foi então que Deus nos viu. E ao contemplar nossas vidas, Ele não viu apenas as manchas do pecado, as feridas, a rebeldia, não! Ele nos viu transformados, nos viu novinhos em folha! Onde havia erro, Ele enxergou a possibilidade de acertos; onde havia pecado, Ele viu perdão; onde havia fracasso, Ele viu vitórias; onde havia sujeira, Ele imaginou vestes de louvor; no lugar de tristeza e amargura; Ele projetou alegria e doçura; ao olhar nossa inutilidade diante dos homens Ele se lembrou do propósito para o qual havia nos criado: glorificarmos Seu nome e grandiosidade (Is 43.7). Ao visualizar tudo isso, Ele decidiu nos comprar. Porém, o preço pago foi alto, Ele nos comprou com sangue e dor.(Is 53. 2-7;)
Uma outra coisa que aprendi com meu armário “feio, porém funcional”, foi a respeito de como vejo os outros. Percebi que só enxergo o que está na minha frente, e sendo assim, quantos “armários feios” têm passado pela minha vida e não tenho dado importância. Quantas pessoas que aos olhos humanos não têm valor algum, mas que aos olhos do “Grande Marceneiro” são peças valiosas. Isso significa que preciso prestar mais atenção à minha volta, àqueles que precisam de uma chance, àqueles discriminados por sua aparência, posição social ou pelos erros que cometeram, mas que aos olhos do Pai são obras primas. Assim, preciso aprender a enxerga-las da maneira certa, da maneira de Deus: ver potencial onde o homem vê fracasso, ver possibilidades onde os outros vêem limites, ver regeneração onde o homem já determinou condenação. E mais que isso, preciso fazer minha parte, fazer aquilo que Deus espera que eu faça por essas vidas.
A terceira coisa que aprendi, foi que para deixar o meu armário “uma gracinha”, são (e ainda serão) necessárias várias horas de trabalho: primeiro foi preciso montá-lo, depois, reforçá-lo, em seguida, pintá-lo por dentro e depois passar papel parede por fora.
Conosco não é diferente. Para nos deixar do jeitinho que devemos ser, Deus gasta várias horas. São dias e dias nos moldando, lapidando nosso caráter, nos animando quando resolvemos choramingar e criticar Seu glorioso trabalho (achamos que Ele age muito devagar ou rápido demais, nunca estamos satisfeitos).
Aprendi com Max Lucado o seguinte:
“Deus me ama como eu sou, mas me ama muito mais para deixar que eu continue sendo assim, Ele quer que eu seja simplesmente como Jesus”.
E é exatamente isso que Ele está fazendo, está nos conformando a imagem de Seu Filho:
“E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.
Rm 8.28-29
E para tanto, Ele não mede esforços, usa situações e pessoas nesse processo. Quando reclamos, Ele age pacientemente nos mostrando “que TUDO coopera para o nosso bem” e que Ele está no controle! Da mesma forma que meu armário, eu ainda não estou pronta, Deus está agindo em mim todos os dias, afim de que eu seja “simplesmente como Jesus”.

Obs. Escrevi esse texto em uma madrugada do ano de 2002...Um dia desses, comentamos sobre esse assunto no Grupo de Adolescentes, então o Gil me aconselhou a publicá-lo, aqui, na integra.
Um abraço a todos que estão nos acompanhando...
Mel e Gil

































                              





sábado, 10 de outubro de 2009

O vale sombrio da morte - PARTE 5


Você não precisa enfrentar isso sozinho
Você também não tem que passar pela dor do luto sozinho. Creia-me, o Bom Pastor, estará ao seu lado consolando-o. Não há uma fórmula para reagir ou superar a morte de um ente querido. A melhor maneira de reagir É A SUA MANEIRA. Se você observar o capitulo 11 do livro de João, notará que as duas irmãs, Marta e Maria, reagiram de formas diferentes a morte do irmão. Jesus não as censurou. Ele não disse como deveriam reagir. Apenas renovou suas esperanças. Você não é, mais nem menos, espiritual ao sentir-se triste e confuso com a perda de alguém que ama.
Quando você conhece o Senhor, sabe que a morte não o fim. E talvez este seja o motivo de sua confusão. Talvez você é cristão, mas a pessoa que partiu não era. Você está em dúvidas sobre a salvação de seu ente querido. Quem garante a você, que no momento em que a morte mostrou sua carranca a esta pessoa, ela não se voltou para o Senhor. E o grande coração de Deus não rejeita alguém que clama por Ele, ainda que seja no último instante:
(RM 10:13) "Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo."
A vontade do Senhor é que todos sejam salvos. Confie no coração de Deus!
A jornada do luto é árdua. Sem explicações. Há picos e declives. Um caminho desértico e sombrio. Mas creia-me, não estamos sozinhos nele. Não precisamos fingir uma super espiritualidade. Deus está preparado para ouvir nossas perguntas e queixas. Ele não deixará de nos amar porque estamos confusos e com os corações partidos. Alguns de nós nunca superam uma perda. Outros, se habituam ao vazio. Nossa esperança está no Senhor. Não há fórmulas ou poções mágicas. De uma forma inexplicável recebemos o consolo de Deus. O importante neste tempo tão difícil é lembrar-nos de todas as vezes que Deus foi bondoso conosco. O Deus que nos abençoou no passado, continua sendo Deus hoje. O Deus que estava conosco nos dias alegres e de fartura, também está presente na escuridão e no deserto.
Que nestes dias dolorosos, nossa oração seja a mesma que a do profeta Jeremias:
(LM 3:21) "Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei."
(LM 3:22) "As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;"
(LM 3:23) "Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade."
(LM 3:24) "A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto esperarei nele."
(LM 3:25) "Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca."
(LM 3:26) "Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR."

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O vale sombrio da morte - PARTE 4






ESPERANÇA
A morte não é boa. Embora ela possa nos manter informados quanto a qualidade de
nossas vidas, ela é algo difícil de se enfrentar. Se você está prestes a olhá-la nos olhos, se
perdeu ou está para perder alguém querido, creia-me: você não precisa enfrentar a morte
sozinho.
Uma das passagens bíblicas mais lidas em ofícios fúnebres é o Salmo 23:
(SL 23:1) "O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará."
(SL 23:2) "Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas."
(SL 23:3) "Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu
nome."
(SL 23:4) "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum,
porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam."
O autor do Salmo era um pastor de ovelhas. Antes de dirigir a nação de Israel, Davi
dirigia ovelhas. O jovem pastorzinho sabia que quando os pastos da primavera estavam
tosados, era hora de procurar novos. Buscando o bem-estar de suas ovelhinhas, ele viajava
semanas até encontrar novos campos, onde permaneceriam até outono, ou até que a grama
acabasse. O caminho não era fácil. As ovelhas podiam se machucar, plantas venenosas
poderiam intoxicar o rebanho, serpentes e animais selvagens poderiam atacá-los. Mas o
bom pastor fazia o melhor para suas ovelhas. E assim ele seguia, atravessando vales
sombrios e caminhos tortuosos. O bom pastor conhecia o caminho, já o trilhou muitas
vezes. Com sua vara, tangia o rebanho, com seu cajado o protegia. Ao escrever este salmo,
Davi talvez, tivesse em mente, o fato de que quando os pastos desta terra tornam-se estéreis, o Bom Pastor, nos leva para os pastos superiores.
Ao enfrentar a morte e o luto, não estamos sozinhos. Algum tempo depois de Davi, um outro pastor de Belém afirmou:
(JO 14:2) "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar."
(JO 14:3) "E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também."
Como mencionou Max Lucado: “Ele empenha-se em levar-nos ao lar. Ele não delega esta incubência. Ele envia missionários para ensinar você, manda anjos protegerem você, professores para guiar você, mas não manda ninguém para levar você.”

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O vale sombrio da morte - PARTE 3


RENOVANDO NOSSA PERSPECTIVA SOBRE A MORTE
Que a morte é algo ruim você já sabia. Entretanto, ela pode nos dar uma nova perspectiva sobre a vida. Deus é o mestre em transformar coisas ruins em coisas boas. Não estou me contradizendo. O que quero dizer, é que a morte nos faz pensar no que realmente é importante nesta vida.
(SL 90:12) "Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios."
Uma vida de hábitos saudáveis pode alongar nossos dias. Mas no fim, há um fim.
A não ser que passemos pelo arrebatamento da Igreja, a verdade é que vamos morrer um dia. E a melhor maneira de viver, é ser honesto quanto o morte.
Quando pensamos na brevidade da vida, as coisas ganham outro significado. Quando alguém que você ama está com os dias contados , ao perceber que a ampulheta da vida está se esvaziando, as coisas mudam. As brigas perdem seu valor, para quê gastar tempo com elas? Passeios na praia ou em jardins são de valor inestimável. O por do sol ganha novas cores. E você percebe, que correr atrás de dinheiro, fama e sucesso é exaustivo e infrutífero. Você percebe, como Schindler[1], que o mais importante na vida, são as pessoas.
Não quero ser utópica, mas talvez, se pudéssemos manter essa perspectiva todos os dias, e não somente quando entramos em contagem regressiva, viveríamos mais satisfeitos.

[1] Referencia ao filme a Lista de Schidler.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O vale sombrio da morte - PARTE 2


TRAGÉDIA OU BENÇÃO?

A primeira coisa que gostaria de dividir com você, é que a morte NÃO é um dom
supremo de Deus, como alguns cristãos piedosos afirmam. A morte é consequência do pecado. Prova disso é que no Jardim do Éden não havia cemitérios. Deus jamais planejou a morte. Tudo indica que se Adão não tivesse pecado, teria completado 9004 anos no ano passado.
(RM 6:23) "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor."
Pensar na morte como sendo uma aliada de Deus, vagando pelas estradas em busca de boas almas, não é nem bíblico nem consolador. Se assim fosse, Jesus teria corrido para os braços da morte de bom grado. E não é isso que a Bíblia nos relata:
“se possível, passa de mim este cálice”
Jesus sabia da glória que o aguardava, mesmo assim, seus sentimentos a respeito da morte não eram positivos, como afirmou Jeff Walling:
“Apesar da glória que O aguardava, esses eram seus sentimentos sobre o assunto [ morte].
Isto porque Ele sabia que a morte era um inimigo de Deus e um aliado de Satanás. Ela devia ser derrotada e destronada e não domesticada e receber um lugar à mesa da família. Ela devia ser odiada e detestada, reconhecida como a ladra da alegria que é. Qualquer outra abordagem leva a inconsistências irreconciliáveis com o amor de Deus e contradições na Palavra de Deus.”[1]
Preste atenção, amigo, as pessoas morrem por causa do pecado. Deus não queria isso. Nós não gostamos de morrer. E a morte não é algo fácil de enfrentar, por mais que nos esforcemos para isso.
O homem não foi feito para morrer. Por isso é tão difícil aceitá-la.

[1] WALLING. J. Ouse Dançar com Deus; São Paulo: Quadrangular , 1996

sábado, 12 de setembro de 2009

O vale sombrio da morte


Se você já viu o cortejo se distanciando. Se você já observou a terra sendo jogado sobre esquife. Se você já tocou a lápide fria. Se você já ficou parado em meio a solidão de um cemitério, então este texto é para você.
Se você está num quarto gélido de hospital , acompanhando um querido sem esperança, então este texto, também, é para você.
Se como eu, você já ergueu os olhos para o céu e perguntou: “Por quê?” Então, este texto, é para você.
Não quero teorizar a respeito da morte. Não quero lhe dar respostas. Se você vai ler as próximas linhas procurando respostas, sinto em informá-lo, você não as encontrará. Pelo simples fato de que a morte é um mistério que nunca compreenderemos.
Quero apenas dividir minhas dúvidas. E talvez, compartilhar algumas idéias que têm me dado esperança.
Quando estamos sofrendo, a melhor maneira de amenizar a dor, é deitar sobre a ferida o bálsamo da esperança. Como disse o profeta:
“ Quero trazer a memória, aquilo que me dá esperança!” Lm 3.21

Sucesso










Durante algum tempo meu tio lutou contra um sarcoma , um câncer que ocorre em tecidos como músculo, gordura, nervos.
Nos últimos meses sua saúde ficou ainda mais frágil. E embora estivesse fraco e com muitas dores ele lutou até o último momento. Sua fé e esperança pareciam inabaláveis.
Na última vez que o vi ele me disse: “Eu continuo nesta guerra. Onde o único vencedor serei eu. Esta foi a oitava cirurgia, mas eu não posso desistir. Quero que vocês orem por mim porque eu não vou desistir.”
E ele não desistiu. E enquanto esteve no hospital compartilhou sua fé em Cristo e esperança com outros doentes, seus familiares, médicos e enfermeiros.
No último domingo, meu tio se foi.
A morte sempre nos faz pensar na vida. Um sábio disse que se você influenciar uma vida de forma positiva, sua vida foi um sucesso.
Durante o oficio fúnebre conheci algumas pessoas a quem ele influenciou: Um viciado em drogas, a quem ele pregou, e por conta disso pode recomeçar; Um casal que tinha sérios problemas conjugais e estavam prestes a se separem, mas que através de seus conselhos ainda estão juntos; Um homem com câncer, por quem ele orou. Entre muitos outros.
Se o sábio tivesse conhecido meu tio, ele teria dito que sua vida foi mais que bem sucedida!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Solte as tiras das sandálias !


Eu tinha duas alternativas: continuar impecável e permitir que as tiras das minhas sandálias “devorassem” meus calcanhares ou soltá-las e ir arrastando as sandálias, rua à fora, até chegar em casa.
Por mais que goste de estar bem arrumadinha, por mais que eu tente evitar “pagar micos”, não tive dúvidas: soltei as tiras das sandálias.
Pouco importava o que iriam pensar de mim, não queria chegar em casa com os calcanhares machucados.
A situação de hoje me fez pensar em todas aquelas pessoas, inclusive eu, que estão na igreja sendo “esfoladas” pelas “tiras apertadas” do legalismo. Gente que se preocupa com o que os outros estão pensando. Gente que se preocupa mais com os rituais do que com as motivações do coração.
Aí me lembrei daquilo que o Pr Marcio Valadão diz: “Você tem que se preocupar em agradar ao Senhor, se você conseguir isso... o resto...é resto!”
Lembrei também da conhecida história de Davi e Mical: 2 Sm 6. 1-23
A Arca da Aliança estava de volta. Davi estava feliz, muito feliz. Finalmente o símbolo da presença de Deus estava de volta. Isso era motivo de festa. Na tentativa de trazer a Arca de volta Davi aprendera que as coisas devem ser feitas à maneira de Deus e não do homem. O rei Davi aprendera que Deus deve ser adorado do jeito Dele e não da maneira como o homem o quer adorar. Ah! Como Davi estava feliz. O rei da nação saiu a frente do povo e dançou. Seu coração estava em Deus. Sua atitude estava centrada no coração do Pai. Suas motivações não eram erradas.
Mical, esposa de Davi, o vira. A mulher ficou realmente brava com a atitude do esposo: “Como ele poderia ter feito aquilo? Agido daquela forma: Tão “povão”? O rei da nação comportando-se como um qualquer? Além disso, o que iriam pensar dele?”
Atitudes distintas com conseqüências diferentes. Mical, preocupou-se com os homens, com o que pensariam os outros. Davi, importou-se em alegrar o coração do Pai. Mical é lembrada como a mulher que ficou estéril. Davi, como o homem segundo o coração de Deus!
De que lado estamos? Como seremos lembrados? Será que somos vistos como aqueles que agem segundo o coração de Deus ou de acordo com o que esperam de nós? Nem sempre o que é bom aos olhos dos outros é garantia dos aplausos do Céu.
Desejemos isto: O Aplauso dos céus e não dos homens.
Amados, “soltemos as tiras das sandálias”, hoje, e como Davi dancemos na presença do Rei!

sábado, 29 de agosto de 2009

A moda agora é...



Recentemente pedi que meus alunos, que têm entre três e cinco anos, me ensinassem uma música. Eles concordaram e minutos depois cantaram:
“Beijo na boca é coisa do passado
A moda agóia (agora) é namoiá (namorar)...”
Você já deve ter ouvido esta música, que os pequenos, que mal sabem falar, já decoraram. Ela retrata a concepção que a sociedade tem de namoro, ou seja, igualam-no ao sexo.
Muitos não cristãos vêem o sexo como uma função corporal, tão satisfatória e comum quanto um espirro.
Já Deus diz:
“Honre o casamento, e guarde a santidade da intimidade sexual entre o marido e a esposa” Hb 13.4 (versão norte americana THE MESSAGE)
Deus projetou nossa sexualidade como uma expressão fisica da unidade do casamento. Ele a guarda cuidadosamente e coloca muitas condições, pois a considera preciosa. Um homem e uma mulher que comprometem suas vidas um ao outro no casamento ganham o direito de expressarem-se sexualmente. Mas se você não está casado com alguém, não tem direito sobre o corpo daquela pessoa, nenhum direito à intimidade sexual.
A honra em relação a santidade da sexualidade entre marido e mulher começa enquanto ainda estamos solteiros, não só depois do casamento. Isso inclui não só a pureza sexual mas também o cuidado com expressões menores de intimidade física (beijos, abraços, carícias).
Se, como cristãos, estamos comprometidos com a pureza, devemos estabelecer padrões muito altos. Como mencionamos, a pureza não é expressa somente por uma decisão, mas por atitudes que não comprometam nossos valores. Muitos namorados decidem pela pureza sexual, mas se colocam em situações que se opõe a sua decisão.
Talvez você acredite que restringir as expressões de intimidade física no seu relacionamento romântico o tornará enfadonho. Entretanto, quando você tira os olhos do aspecto físico pode desenvolver outras áreas de seu relacionamento (espiritual, emocional, social e intelectual). Afinal, não é porque lábios se encontraram que corações se uniram. O relacionamento físico não é igual ao amor. Concentrar-se no físico é perigoso. Deus exige pureza sexual. E Ele faz isso para o nosso próprio bem. Envolvimento físico pode distorcer a perspectiva de cada um dos namorados e levá-los a decisões erradas. Deus sabe que levaremos as memórias de nosso envolvimento físico do passado para o casamento. Ele não quer que vivamos com culpa ou remorso.
Faça de seu romance um solo para plantar as sementes de um relacionamento que vai durar a vida toda. Pratique a bondade, paciência, a humildade, a cortesia, a gentileza, a mansidão, o perdão. Aprenda a colocar as necessidades da pessoa com quem está se relacionando acima das suas. Saiba alegrar-se com as conquistas e sucessos do outro. Acima de tudo, cultive um relacionamento que possa resistir às pressões e provações. Em outras palavras, COMPROMETA-SE., da mesma forma que Deus se compromete conosco.
“Tudo sofre tudo crê, tudo espera e tudo suporta” 1 Co 13.7

sexta-feira, 26 de junho de 2009

UM AMOR PARA VIDA TODA - PARTE 2



A direção da pureza


Certa vez Agostinho orou: “Faz-me casto...mas ainda não.” Como ele, nós temos uma consciência que nos acusa, mas uma vida que não revela mudanças.
A verdadeira pureza, no entanto, é uma direção, uma busca persistente e determinada pela retidão. Esta direção começa no coração e é expressa por um estilo de vida que foge das oportunidades de comprometer nossos valores.
A impureza não é algo em que se entra de repente. Ela começa quando tiramos o foco de Deus. Foi isso que aconteceu com Davi, em pouco tempo ele caiu da condição de “homem segundo o coração de Deus” para adultero e assassino. E tudo começou porque ele não estava onde deveria estar. Em vez de ir para o campo de batalha comandar seu exercito, preferiu ficar em casa. Seu segundo passo foi observar uma mulher se banhando e agasalhar pensamentos e fantasias em relação a ela. Por fim, sucumbiu a seus desejos e mandou buscá-la. o inocente pastor de ovelhas era agora um adultero. Como percebemos na historia de Davi, o pecado começa na nossa mente e coração.

“Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.” Mt 5.28

A verdadeira pureza implica em decisão e atitude. É um processo continuo que envolve a parceria de nossos corações e nossos pés. A verdadeira pureza foge o mais rápido e o mais longe possível do pecado e do comprometimento dos seus valores. Devemos nos lembrar que não impressionamos a Deus quando brincamos com o pecado, tentando mostrar-Lhe até onde podemos resistir. Nós o impressionamos quando em obediência a Ele fugimos de “toda aparência do mal”.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Um Amor Para a Vida Toda


Quem não se divertiu com as trapalhadas de Cabeção, personagem de Sérgio Hondjakoff, na série Malhação da TV Globo? O jovem queria “arrumar uma namorada” de qualquer jeito e nessa busca se envolveu em engraçadas confusões. Mas o que Cabeção queria não era um amor para vida toda e sim alguém que pudesse, a curto prazo, satisfazer suas necessidades emocionais e, principalmente, físicas. E Cabeção não era a única personagem que apresentava problemas em seus relacionamentos românticos, a trama retrata os “rolos” de vários jovens que entram e saem de relacionamentos com a mesma facilidade com que trocam de roupas.
Se é verdade que a vida imita a arte, não sei, mas posso afirmar que a semelhança das personagens da Malhação, a transitoriedade nos relacionamentos é uma característica que vem se acentuando, na sociedade, em geral, e particularmente dentro das igrejas.
A maneira de Deus ou de Cabeção?

A sociedade soletra a palavra romance da seguinte forma: D-I-V-E-R-S-Ã-O. Já Deus, como: C-O-M-P-R-O-M-I-S-S-O.
A maioria dos jovens e adolescentes pensa em se divertir, relacionando-se romanticamente e um dia “bem lá na frente”, encontrar sua “metade”, apaixonar-se e viver feliz para sempre. Acontece que as coisas não funcionam exatamente assim, os relacionamentos geram dependência emocional. Uma garota definiu essa situação da seguinte forma:
“Aos quinze anos eu já havia namorado e terminado várias vezes. Meu coração estava em pedaços. Era como se eu tivesse casado e me divorciado inúmeras vezes.” Ao nos relacionarmos com outros hoje, adquirimos padrões que levaremos conosco para o casamento. É por isso que devemos aprender a praticar o amor baseado no compromisso. A fidelidade conjugal não começa apenas no casamento. No livro de Cantares lemos a figura de um jardim para descrever a noiva que soube se guardar até o casamento:
“Jardim fechado és tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada” Ct 4.12
Mais tarde, o texto descreve como sendo um muro, resistente às seduções, em contraste com uma porta que deixa qualquer um entrar (Ct 8. 8-10), ou seja, ela reservou-se exclusivamente para seu marido (tanto física quanto emocionalmente), mesmo antes de conhece-lo.
O namoro como nossa geração tem praticado não nos dá base para o casamento, parece mais um campo de preparo para o divorcio. Não podemos praticar um compromisso por toda a vida em uma serie de relacionamentos de curta duração.
É claro que você não é obrigado a se casar co a primeira pessoa com quem achar romance e intimidade. Embora conheçamos pessoas que se casaram com a primeira pessoa com quem desenvolveram um relacionamento, é provável que, muitos de nós, não sigamos o mesmo caminho. Mas isso não é desculpa para fazer do relacionamento romântico um fim em si mesmo, ou seja, o romance pelo romance. Isso é irresponsabilidade e egoísmo. Se você não está pronto para considerar o casamento ou não está verdadeiramente interessado em se casar com determinada pessoa, por que encorajá-la a depender de você ou pedi-la para suprir suas necessidades?
“Não acordeis , nem desperteis o amor até que este o queira” Ct 2.16
Três vezes em momentos de intensa paixão entre a noiva e o noivo, ela aconselha suas amigas sobre a natureza do amor verdadeiro. (Ct 2: 7; 3.5; 8.4).
O verdadeiro amor sabe esperar, e por isso, pode desfrutar ao Maximo das alegrias que Deus sonhou para o casal. O amor verdadeiro não é precipitado, precoce, adiantado ou impaciente. Não precisa manipular situações para “ganhar” o amor. Não precisa baixar seus padrões morais com medo de perder o outro.
Por que muitos se precipitam? São varias as razoes, a pressão da “turma”, pode ser uma delas. Mas creio que a principal é a falta de confiança no amor e nos propósitos de Deus.
Depois de aceitar Jesus como salvador, a escolha mais importante que você fará será a pessoa com quem irá se casar. É muito fácil visualizar Deus nos orientando quanto à vida profissional ou ministerial, mas não é tão fácil imaginá-lo escolhendo nosso cônjuge. Alguns acham que Deus não sabe do que gostamos e que nos arrumará um cônjuge muito espiritual, mas que iremos detestar. Outros acham que Ele está ocupado demais resolvendo os conflitos entre árabes e palestinos para se preocupar com uma coisa tão “insignificante” assim. Mas a verdade é que Ele se preocupa mais com isso do que nós mesmos. Seus planos não se frustram, Ele nos conhece melhor do que nós mesmos e não quer nos ver infelizes.
“Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor, planos de paz e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.” Jr 29.11

domingo, 14 de junho de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

NÃO ME ENTREGO AGORA PORQUE NÃO POSSO DEIXAR MEUS AMIGOS


Render-se a Deus não significa que você irá se tornar um ermitão. Que você não irá mais conviver com as pessoas. Não significa deixar de ir à escola, faculdade ou trabalho. E não significa que você é superior porque conhece a Deus.
Quando você anda com Deus você vai aprendendo sobre Ele, sobre a Sua maneira, sobre Seu jeito de ser. É como sotaque. Você pega. Quando você anda com Deus você vai adquirindo o sotaque dos céus. E você não se torna um repelente, como aquele produto que espanta mosquito, sabe? Você vai se tornando melhor, e as pessoas vão querer estar com você, vão querer saber o que está acontecendo. É claro que o seu estilo de vida vai mudar (não por imposição ou por obrigação, mas por conta de um relacionamento com o Santo).
Quando você tem uma atitude de humildade e não de superioridade, os seus amigos vão lhe respeitar e querer ser como você. E se isso não acontecer, saiba:

“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” Mt 5.11-12

NÃO ME ENTREGO AGORA - PARTE I V


PORQUE ELE É SANTO! JÁ EU, BEM EU...
Quando eu era pequena minha mãe costumava mandar-me arrumar o quarto. Como toda criança, eu respondia: “Mas manhê, ta arrumado” Então ela me puxava pela mão até o quarto dela e dizia: “Você chama aquilo de arrumado? Não. Isso é um quarto arrumado.
De acordo com os padrões da minha mãe seu quarto era perfeito, já o meu.
Deus faz o mesmo. Ele aponta para si mesmo e diz : “isto é o que chamo de santidade.”
Santo é o que Deus é. Ele não é só santo. Ele é santo, santo, santo!
Como alguém santo , ou melhor, santo, santo, santo, pode se relacionar com seres miseráveis como nós?
Respondendo a pergunta anterior. Deixe-me contar uma história: “ Foi, ao mesmo tempo, o momento mais belo e o mais horrível da história. Jesus de pé, no tribunal do céu. Passando a mão sobre toda a criação, Ele defendeu: “Puna a mim pelo seus erros. Vê o assassino? Dê-me sua pena. A adultera? Eu levarei sua vergonha. O fanático, o mentiroso, o ladrão? Faça a mim o que farias a eles. Trate-me como tratarias um pecador.” E Deus o fez:

“Porque também Cristo padeceu uma vez pelo pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus.” (I Pe 3.18)

sábado, 9 de maio de 2009

NÃO ME ENTRGO AGORA PORQUE TENHO MUITAS DÚVIDAS


Muitas pessoas, que foram a Jesus, estavam cheias de dúvidas. Veja o exemplo de Nicodemos. Os próprios discípulos, que andavam com o mestre, nem sempre entendiam o que Ele estava dizendo.

“As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” Dt 29.29

"E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder". At.1.7

domingo, 22 de março de 2009

Eu não me entrego porque acho que Ele é um estraga prazer cósmico



Tem gente que acha que andar com Deus significa seguir uma lista interminável do que pode e o que não pode. Nesta lista o que pode resume-se: orar, ler a Bíblia, ir a igreja, participar de algum trabalho cristão e ser muito bonzinho. Alguns vêem Deus como um guarda cósmico apitando cada vez faz algo errado.Com um bloquinho na mão multando cada passo fora. “não faça isso”; não faça aquilo!”
Quem pensa assim, se esquece que Deus é o autor e o Criador da vida. Tudo que há de belo nessa planeta foi idéia de Deus. Você já viu como as crianças pequenas são engraçadas? Quem planejou isso? Nos primeiros dias de vida a criança age por reflexo. Um dos reflexos do bebê é o sorriso. Quem você acha que planejou alguém que iria sorrir mesmo antes de saber porquê? Deus nunca desejou que você fosse uma pessoa muito espiritual, porém triste. Ele te criou pra ser alegre.
Mais do que isso Ele nos ama. E se faz algumas restrições há nossa conduta é exatamente por causa de seu amor. Da mesma forma que um pai não deixa seu filho de 3 anos brincar com fogo.
Além disso, quem foi que disse que andar com Deus é seguir uma listinha de “Pode X Não Pode”?

¶ Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. 1 Co 10.23

E é aí que está a oportunidade de desfrutar da verdadeira liberdade que há em sermos cristãos. Como cristãos, nós optamos por um padrão de vida. Não é que você não pode, é que você não quer. Não tem nada a ver com uma lista de coisas que você pode ou não fazer. Tem a ver com o coração Daquele que preferiu morrer por você, a viver sem você. Não tem a ver com regras. Mas sim com escolhas.

domingo, 1 de março de 2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

DEUS QUER VOCÊ AGORA! (Parte I)

Quando você leu o titulo desta postagem deve ter pensando em várias coisas. A gente até sabe disso, mas a idéia de entregar-se a Deus por inteiro, para alguns adolescentes parece aterrorizante. Por respeitar os seus temores é que nós vamos conversar sobre esse tema. Como você completaria a frase:

“DEUS ME QUER AGORA, MAS EU NÃO ME ENTREGO AGORA PORQUE...”

Nos próximos dias estaremos listando algumas possibilidades...

NÃO ME ENTREGO AGORA PORQUE TENHO A VIDA TODA PELA FRENTE:

“Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que ele trará.” Pv 27.1


VOCE NÃO TEM A VIDA TODA PELA FRENTE. TUDO O QUE VOCÊ TEM É O HOJE.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Mas afinal, o que você está cantando?



Tenho uma amiga, que quando éramos adolescentes (o que não faz muito tempo) costumava fazer a maior confusão com as letras das músicas cantadas na igreja. Havia uma canção que dizia, “Jesus CAVALEIRO do céu, é o guerreiro em tempo de batalha”, minha amiga cantava: “Jesus CABELEREIRO do céu”. Havia outra que dizia, “Jesus é o maior PREGADOR de toda a história.”. Quando ouviu pela primeira vez, ela me olhou espantada: “Como assim? Como eles podem cantar que Jesus é o maior PECADOR DE TODA HISTÓRIA?”
Muita gente vai à igreja e canta músicas sem saber exatamente o que está cantando. Quando você canta: “VALENTE, ONDE ESTÁ”. Você está desafiando o Inimigo de nossas almas. E esse não tipo de letra pra se cantar contando o número de voltas que a hélice do ventilador, de teto da igreja, já deu. Às vezes cantamos: “e que diminua eu, pra que tu cresça Senhor” com a mesma postura em que cantamos “parabéns para você”.
O momento do louvor na igreja não é mera liturgia. Louvar é engrandecer alguém. O momento do louvor não é apenas um período de descontração, mesmo quando pulamos ou batemos palma. Não é um período em que as pessoas usam para passar o tempo, enquanto o pastor dá mais uma lidinha no sermão. Não! É um momento de adoração. E adorar é dizer a Deus muito obrigado!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A TÚNICA DA VONTADE PRÓPRIA

José escolheu obedecer a Deus. Se você acha que por conta disso ele foi capa da revista CARAS , da CAPRICHO, ou que o Fantástico fez uma matéria exclusiva com ele, você se enganou. Na verdade, ele foi preso.
Obedecer a Deus não é uma tarefa fácil. Cada uma de nossas escolhas implica em conseqüências. E na maioria das vezes, não seremos aplaudidos por nossas escolhas. Flashs não serão disparados porque você escolheu a retidão.
Quando você opta por uma vida de pureza sexual, por exemplo,você sofrerá com os deboches e pressões da turma. Se você escolher defender um colega, ao invés de “tirar uma dele, que é “zuado” só porque não se encaixa nos padrões da turma, correrá o risco de ser rejeitado. Se você optar por honrar seus pais, poderá ser chamado de careta.
E é aí que está a oportunidade de desfrutar da verdadeira liberdade que há em sermos cristãos. Como cristãos, nós optamos por um padrão de vida. Não é que você não pode, é que você não quer. Não tem nada a ver com uma lista de coisas que você pode ou não fazer. Tem a ver com o coração Daquele que preferiu morrer por você, a viver sem você.
Tem a ver com o padrão das escolhas de José. Note, ele não disse a mulher de Potifar: “Eu bem que gostaria de ‘ficar com a senhora’, mas é que eu não posso, pois sou uma pessoa religiosa.” Não! Ele disse: “Como cometeria tamanha maldade?” Ou seja, ele colocou seu próximo em primeiro lugar. E depois disse: “Como pecaria contra Deus?” Ele não desejava entristecer Seu Criador.
As pessoas podem não entender suas escolhas. Mas Deus ,certamente, o honrará. Como fez com José. Mesmo na cadeia ele foi abençoado e conquistou a confiança do carcereiro que colocou os prisioneiros aos seus cuidados. A Bíblia relata que dois serviçais do Faraó foram presos, o copeiro e o padeiro. Em certa ocasião eles tiveram sonhos e José interpretou-os: De acordo com os sonhos, em três dias, o copeiro voltaria a sua antiga função. Já o padeiro, seria morto. Ao interpretar o sonho do copeiro, José pediu que ele não esquecesse dele. Que tentasse ajudá-lo a sair da prisão. Entretanto, o copeiro não cumpriu sua promessa, pelo menos não imediatamente. (Gn 40).
Dois anos se passaram. Então Faraó teve um sonho que ninguém conseguiu interpretar. Foi aí que o copeiro lembro-se de seu amigo “interprete de sonhos”.
Por honrar a Deus, José foi honrado. A última capa que José precisou se desfazer foi a da vontade própria. Ele precisou aprender que se obedecesse a Deus Ele o honraria, mas no Seu tempo. E não de acordo com sua vontade e caprichos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"Com que roupa eu vou" - Parte III - A capa da pureza



Depois de ser humilhado e vendido como escravo, José adota uma outra postura diante Deus, das circunstâncias e das pessoas. No capítulo 39 do livro de Gênesis descobrimos que José foi levado a casa de Potifar, por um comandante da guarda do Egito. Potifar delega um cargo de confiança a José, pois viu que o Senhor era com ele. A casa de Potifar passa a ser abençoado por Deus por causa de José. Ele passa a ser mordomo da casa de Potifar (v 1-6). Mas a história desse adolescente está longe de ter um final feliz, nos versículos seguintes (9 -12) ele está novamente em uma enrascada.
A esposa de seu patrão começa a demonstrar certo interesse por ele. Neste momento José mostra que aprendeu a lição e que "o casaco do orgulho" já não faz mais parte de seu guarda-roupas. Observe o que diz o texto bíblico:

“E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pôs os seus olhos em José, e disse: Deita-te comigo .Porém ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo, e entregou em minha mão tudo o que tem; Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” (Gn 39.7-9)

Mas a mulher não desistiu. Todos os dias ela o importunava e ele não lhe dava ouvidos . (Gn 39. 10)
Até que um dia:

“Sucedeu num certo dia que ele veio à casa para fazer seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali; E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora E aconteceu que, vendo ela que deixara a sua roupa em sua mão, e fugira para fora,” (Gn 39. 11-13.)

Observe que desta vez José optou por deixar sua capa ao invés de exibí-la.

José é um dos exemplos mais belos de um adolescente que resistiu as pressões e manteve-se puro sexualmente. José se recusou a usar a capa da impureza sexual.

Você deve estar pensando: “ , mas esse cara viveu há centenas de anos. Não é a nossa realidade...”
Atualmente muitas pessoas vêem o sexo como uma função corporal, tão atisfatória e comum quanto um espirro.
Já Deus diz:

“Honre o casamento, e guarde a santidade da intimidade sexual entre o marido e a esposa” Hb 13.4 (versão norte americana THE MESSAGE)

Deus projetou nossa sexualidade como a expressão física da unidade do casamento. Ele a guarda cuidadosamente e coloca muitas condições, pois a considera preciosa. Um homem e uma mulher que comprometem suas vidas um ao outro no casamento ganham o direito de expressarem-se sexualmente. Mas se você não está casado com alguém, não tem direito sobre o corpo daquela pessoa, nenhum direito à intimidade sexual.
Certa vez Agostinho orou: “Faz-me casto...mas ainda não.” Como ele, nós temos uma consciência que nos acusa, mas uma vida que não revela mudanças.
A verdadeira pureza, no entanto, é uma direção, uma busca persistente e determinada pela retidão. Esta direção começa no coração e é expressa por um estilo de vida que foge das oportunidades de comprometer nossos valores.
A impureza não é algo em que se entra de repente. Ela começa quando tiramos o foco de Deus. Foi isso que aconteceu com Davi, em pouco tempo ele caiu da condição de “homem segundo o coração de Deus” para adultero e assassino. E tudo começou porque ele não estava onde deveria estar. Em vez de ir para o campo de batalha comandar seu exercito, preferiu ficar em casa. Seu segundo passo foi observar uma mulher se banhando e agasalhar pensamentos e fantasias em relação a ela. Por fim, sucumbiu a seus desejos e mandou buscá-la. O inocente pastor de ovelhas era agora um adultero. Como percebemos na história de Davi, o pecado começa na nossa mente e coração.

“Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.” Mt 5.28

A verdadeira pureza implica em decisão e atitude. É um processo continuo que envolve a parceria de nossos corações e nossos pés.

“E foge também as paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e paz com os que, com o coração puro, invocam ao Senhor”.
II Tim 2:22

Deus nos manda resistir ao Diabo. Ser firme nos dias maus, mas em relação às situações envolvam nossa sexualidade, ele diz: “Foge, cai fora.”.
A verdadeira pureza foge o mais rápido e o mais longe possível do pecado e do comprometimento dos seus valores. Devemos nos lembrar que não impressionamos a Deus quando brincamos com o pecado, tentando mostrar-Lhe até onde podemos resistir. Nós o impressionamos quando em obediência a Ele fugimos de “toda aparência do mal”. Exatamente como fez José.




" Com que roupa eu vou" Parte II - O CASACO DO ORGULHO



José era um dos filhos da velhice de Jacó (Gn 37.3) e era o queridinho do papai. Por conta disso, seus irmãos tinham ciúmes dele. E ele não se esforça nada para melhorar o relacionamento, pelo contrário, dedurava os irmãos (Gn 37.2). Seu pai lhe deu uma túnica muito bonita. O presente deixou seus irmão muito chateados. José começou a ter uns sonhos estranhos em que era exaltado, ele contou a seus irmãos, que ficaram com mais raiva ainda.
O problema não foi o presente que o pai deu a José, nem os sonhos que teve. Mas a forma como ele encarou e reagiu a tudo isso. Ele esqueceu que nada devemos fazer por vanglória (Fp 2.3).
José aprendeu essa dura lição muito cedo. Seus irmãos arrancaram sua túnica colorida e o venderam como escravo. (Gn 37. 22-32) . Como mencionou um pastor: “Quando não nos desfazemos do ‘casaco do orgulho’ ele é arrancado de nós.”
Deus odeia o orgulho. A Bíblia afirma:
“A soberba e arrogância aborreço” (Pv 8.13).
E por quê Ele o odeia? Porque sabe que não podemos lidar com este sentimento sem nos machucarmos e ferirmos aos outros. Ele sabe que não nos contentamos com uns poucos aplausos, que vamos querer mais e mais. Ele sabe que para parecermos maiores e melhores vamos inferiorizar, debochar e criticar aqueles que nos cercam . E, mais do que isso, sabe que “a soberba precede a ruína” Pv 16.18
Então ele faz conosco o que Copérnico fez. Em 1543 Nicolau Copérnico afirmou ao mundo que o centro do Universo não era a Terra, mas o Sol. Deus faz o mesmo por nós, Ele aponta para Seu Filho, Jesus, e diz:

“Porque dEle, e por Ele, e para Ele são todas as coisas; glória pois a Ele eternamente. Amém!” (Rm 11.36)

Note, ser humilde não é ter baixa-estima. Não é achar que você não sabe fazer nada direito ou que não tem nada oferecer. Significa que você sabe exatamente quem é e o que tem a oferecer, não mais.

“ Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês:
Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter ; mas ao contrario, tenha um conceito equilibrado de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu” (Rm 12.3)

Você não precisa se exibir ou contar vantagens, como fez José. Tudo que você precisa saber é que “o Criador das estrelas preferiu morrer por você, a viver sem você. E isto é fato. Então se você precisa gabar-se, gabe-se disso.

"E EU pergunto: Com que Roupa Eu Vou?"


Ao ler o título desse estudo você deve ter lembrado do samba de Noel Rosa, quem sabe até começou a tamborilar com os dedos sobre a mesa. O fato é que para cada ocasião há uma roupa adequada.
Você não vai a uma festa com o uniforme do colégio. Tão pouco vai à escola de pijamas (há quem use embaixo do uniforme). Há quem tenha uma blusa de lã preferida, que não joga fora por nada, cheia de bolinhas de tão velha, mas que usa para dormir. E tem aquela calça maneira que usa para ir ao shopping.
Nosso jeito de vestir revela nosso estado de espírito. Em algumas culturas usa-se roupa preta simbolizando a perda de um familiar, há pessoas que passam anos se vestindo assim. É comum nos arrumarmos mais quando estamos felizes ou de olho em alguém. Quando as coisas não vão bem ou levamos “aquele toco” qualquer roupa serve.
Na Bíblia, as roupas também têm um significado especial. Quando Adão e Eva moravam no paraíso eles andavam nus e não tinha vergonha disso, ao pecarem procuram se cobrir e o próprio Deus desenhou um “modelito” para o casal rebelde (Gn 3.21 ). Quando Davi soube da morte Saul, rasgou suas vestes ( 2 Sm 1. 11). O Livro de Apocalipse menciona àqueles que trajarão roupas brancas.
Quando se trata de nossa vida espiritual as “roupas” revelam nosso caráter. Pense nisso: a capa do orgulho entristece aqueles que nos amam; um cachecol de baixa estima nos deixa isolados; a combinação casaco do mal humor e blusa da ira, nos deixa “feios na foto”.
Nas próximas semanas, vamos postar alguns textos onde iremos analisar o guarda - roupas de José, filho de Jacó. Vamos observar as túnicas que ele precisou deixar e aquelas, que passou a usar.