Muitas pessoas ainda vêem os cristãos como pessoas chatas, cujas vidas são totalmente insípidas. Não sabem elas que nós, os cristãos, fomos definidos como “sal da terra”.Mas lidar com este rótulo, especialmente na adolescência, nem sempre é fácil. Na escola, nas salas de bate papo da internet e até mesmo em casa, exige-se que o adolescente seja um cara descolado. Ou seja, um tipo ligado; antenado no que está acontecendo a sua volta; que saiba conversar sobre vários assuntos, sobre tudo que seja esperto; se possível, que faça parte de uma tribo e conheça as gírias dela.
É , não é nada fácil ser um teen na modernidade. Com tantas exigências, alguns acabam ferindo seus princípios e ideais.
Conhecemos a história de um adolescente super descolado. Ele nasceu em uma família simples. Era comum. Aquele cara cujo nome aparece três ou quatro vezes na chamada da escola. Ele ajudava seu padrasto, um carpinteiro, na pequena oficina da família. Esse jovem andava com pessoas das mais diferentes tribos, mas não era um arruaceiro, pelo contrário, conseguia influenciá-las. A ponto de dividir a história da humanidade.Você sabe quem foi esse cara?
Isso mesmo: JESUS.
Você deve estar pensando, mas esse era Jesus. Não dá para comparar.
Tenha em mente uma coisa, embora Jesus fosse completamente divino, Ele se permitiu ser totalmente humano. E enquanto andou neste mundo Ele sentiu as mesmas coisas que você e nós sentimos. Ele se cansou, sentiu fome, teve medo, ficou resfriado, teve espinhas, sorriu , chorou . Pode parecer irreverente pensar assim, mas não é. Jesus nunca colocou-se num altar, a ponto de ser intocável. Pelo contrário, enquanto andou neste mundo Ele foi acessível, palpável. E , mais ainda , Ele era comum. Se estivesse aqui hoje você não o notaria quando estivesse no shoppping. Ele não faria as cabeças se voltarem por causa de seu “jeito estiloso” de vestir-se, pelas tatuagens, pelos piercing’s . Ele era o tipo de pessoa que você convidaria para assistir a um jogo de futebol em sua casa. Ele riria das suas histórias e contaria algumas das Dele. E quando você falasse, Ele ouviria como se tivesse todo tempo da eternidade. Ele andaria de skate com você. E até comeria um cachorro quente no “Prenssadão”. E com certeza você iria convidá-lo novamente.
Parece loucura? Não. A Bíblia diz que as pessoas procuravam Jesus, como afirmou Max Lucado:
“As pessoas se aproximavam então Dele. Puxa, como o procuravam! Elas surgiam a noite; tocavam Nele quando caminhavam pelas ruas; Seguiam-no até o mar; convidavam-no para suas casas e colocavam seus filhos aos pés Dele [...]
Não há se quer uma sugestão de alguém que temesse aproximar-se Dele. Havia alguns que o ridicularizavam. Havia outros que o invejavam. Outros ainda que não o compreendiam . E outros que o reverenciavam. Mas não havia ninguém que o considerasse santo demais, divino demais, ou celestial demais para ser tocado. Não houve uma pessoa se quer que relutasse aproximar-se Dele com medo de ser rejeitada.”[1]
Não há dúvidas: Jesus era um cara descolado. Você argumenta, “mas Ele não enfrentou as pressões que eu enfrento”.
Se fossemos escrever sobre as pressões que ele enfrentou teríamos texto para um livro. A verdade é que Ele não desistiu, nem deixou de ser quem era por causa da “turma” ou das dificuldades. Foi até o fim. A ponto de morrer por seus ideais.
Querido adolescente, embora a sociedade rotule os cristãos como chatos ou caretas, você pode e deve provar que isso não é verdade. Seja alguém tão agradável quanto Jesus foi.
Você não precisa se isolar só porque é cristão. Pelo contrário. Jesus não passou seus dias na sinagoga, Ele andou com as pessoas. Mas jamais permitiu corromper-se. Por onde passava as pessoas sentiam algo bom , Ele mudava a atmosfera. Seja assim!
Lembre-se: Ser descolado é ser diferente; e ser diferente não é seguir a moda, ou as imposições da sociedade. Ser diferente é ter convicções fortes. Tão fortes, que possam mudar a história.
Por Mell e Gil Bruno
[1] Lucado, Max. Deus Chegou Mais Perto. P 51, São Paulo: Editora Vida Cristã, 1998.
